Opinião | Artigo

Além do fim dos tempos

Antônio Augusto Ribeiro Brandão *21/10/2021

Historiadores são unânimes em afirmar que o final da Segunda Guerra Mundial, oficialmente ocorrido no dia 8 de maio de 1945 – quando a Alemanha nazista rendeu-se incondicionalmente -, marcou o momento em que o cronômetro da história foi zerado; Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), então presidente dos Estados Unidos, falecido no dia 12 de abril daquele ano, não conseguiu comemorar a vitória que ajudou a construir juntamente com Winston Churchill (1874-1965) e Charles de Gaulle (1890-1970).

Naqueles tempos sombrios teria acontecido ‘o fim da história’, segundo Francis Fukuyama, filósofo e economista que pontificou no governo conservador do presidente Ronald Reagan (1911-2004). Certamente não deve ter se lembrado dos cataclismos e das pandemias devastadoras que ainda poderiam acontecer e quais poderiam ser as suas consequências.

Começava uma nova Era, com as forças aliadas vencedoras, Estados Unidos e a então União Soviética, emergindo como potências e suas ações passando a comandar os acontecimentos mundiais protagonizando uma ‘guerra fria’ entre 1945 e 1989, quando ‘findou’ o comunismo liderado por Mikhail Gorbachev.

Outros conflitos, entretanto, ocorreram nesse período, na Coreia, Golfo, Vietnã e Iraque. Os presidentes Harry Truman (1864-1972) George H.W. Bush (1924-2018), Lyndon Johnson (1908-1973) e George W. Bush. Estivemos várias vezes com a ‘corda esticada’, bem próximos de um confronto nuclear, com John F. Kennedy (1917-1963) e Nikita Kruschev (1894-1971).

Em 1947, com Harry Truman (1884-1972) presidente dos Estados Unidos, o Plano Marshall surgiu para socorrer países destruídos pela Grande Guerra. Foi um plano de ajuda financeira de grandes proporções – cerca de 13 bilhões de dólares em valores da época – que aliava desenvolvimento econômico e instituições democráticas; esse Plano beneficiou principalmente a Inglaterra, França e Alemanha Ocidental, além de mais 14 outros países.

O Brasil somente entrou nessa Guerra a partir de 1942, com Getúlio D. Vargas (1882-1954) pressionado pela opinião pública; em troca de bases estratégicas aos americanos, obteve retornos com a instalação da Siderúrgica de Volta Redonda. Mais tarde, já no governo de Juscelino Kubitschek (1902-1976), surgiram a indústria automobilística, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico- BNDE, a Operação Pan-Americana e a Aliança para o Progresso.

A partir de 1961, com a renúncia do presidente Jânio Quadros (1917-1992), o que aconteceria depois, em 1964, seria uma consequência desse fato: a intervenção dos militares. Aliás, diga-se de passagem, apesar de todas as salvaguardas, tem sido uma constante a presença de executivos fortes na América Latina, civis ou militares.

Em 1985, depois de uma eleição indireta vencida por Tancredo Neves (1910-1985), o destino entregou a José Sarney, vice-presidente, não mãos desse maranhense ilustre, o processo de redemocratização do Brasil.

Daí em diante, houve outra renúncia e a assunção do PSDB e PT ao poder, experiências em determinado tempo exitosas e outras, devastadoras; com a dita esquerda pontificando até o ano passado de 2019, doravante, há uma tendência mundial aos governos de direita, fortes e determinados, como o que o Brasil tem atualmente.

Primeiro falou-se no ‘fim da história’ e, depois, no ‘fim do emprego’; e agora, em função da pandemia do Covid-19, virá um novo fim, das pessoas, dos negócios e das coisas que ‘têm alma’.


* Economista. Membro Honorário da ALL e da ACL, e Fundador da AMCJSP. Filiado à IWA e ao ELOS Literários


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