Opinião | Artigo

Outubro Rosa: a importância do tratamento precoce

Cristina Marques Barreto *13/10/2021

O câncer de mama é o tipo mais comum que acomete as mulheres, excluídos aqueles tumores de pele não melanoma, sendo, portanto, uma causa importante de morte prematura na população feminina. De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer, pelo menos 66 mil mulheres morrem todos os anos por causa da doença. Porém, com rastreamento precoce e adequado, a mortalidade é reduzida em torno de 40%.

Se considerarmos apenas estes dados já dá para perceber a importância das campanhas de prevenção e de diagnóstico precoce preconizadas no mês de outubro, conhecida popularmente como Outubro Rosa. Este mês, há muitas campanhas alertando as mulheres – e homens (em menor escala também podem ser acometidos pela doença: a cada 100 mulheres diagnosticadas, há 1 homem) – sobre esse tema alertando para a necessidade da realização dos exames de mamografia e da procura do médico caso se observe algo diferente nas mamas. Isso é extremamente importante, pois o diagnóstico em estágios precoces melhora as opções cirúrgicas – que serão menores -, o tratamento de quimioterapia e, claro, reduz a mortalidade.

As sociedades de radiologia e mastologia recomendam que o rastreamento, ou seja, os exames de imagem, tenha início a partir dos 40 anos em pacientes que não são consideradas de alto risco, com realização de mamografias anuais. E até os 74 ou mais, dependendo das comorbidades e da expectativa de vida da paciente, pois, por causa do crescimento socioeconômico, houve um aumento da expectativa de vida dos brasileiros.

O câncer de mama é um problema de saúde pública visto a sua alta incidência e merece toda atenção da área da saúde, associações e da mídia. Deve ser tratado como algo sério, com informações de qualidade, pois quem passa pela doença sabe que não é algo fácil ou banal. Para termos uma ideia da situação, em 2020 foi estimado 15,5% dos óbitos por câncer em mulheres. Com a pandemia de covid-19 houve uma queda na realização dos exames de rastreamento entre 2019 e 2020. O Inca estima que 49% das mulheres não realizaram seus exames em 2020. Neste mesmo período, o instituto observou ainda uma redução de 39,11% das biópsias realizadas.

Este ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, aumentou o número de mulheres submetidas à mamografia que já apresentavam nódulos palpáveis. Este índice passou de 7% em 2019 para 7,9% em 2020, um dado preocupante. Isso porque a mamografia permite a identificação das lesões nas fases iniciais e que ainda não são palpáveis, o que permite, como já destacamos, tratamentos mais eficientes. No ano passado, a entidade registrou uma elevação nos índices de mamografia no mês de outubro em razão das campanhas de conscientização. Por isso o Outubro Rosa, como exposto, é tão importante para o combate do câncer de mama.

Aproveite agora, o Outubro Rosa, e coloque seus exames em dia, lembre-se de fazer a sua mamografia! Cuide-se!

* É médica radiologista do Setor de Imagem Mulher da Clínica Imagem/ Hospital Baia Sul, da Hospital Care, em Florianópolis-SC

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