Cidades | Saúde

Pacientes reclamam da falta de medicamentos na Farmácia do Estado

Pessoas com problemas renais, doença de Parkinson e câncer têm dificuldade para manter o tratamento devido a escassez de remédios
Bárbara Lauria / O Estado06/10/2021 às 00h00
Pacientes reclamam da falta de medicamentos na Farmácia do EstadoFarmácia de Medicamentos Especiais tem apresentado falta de alguns remédios de alto custo (Matheus Soares / O Estado)

São Luís – A falta de medicamentos para pacientes renais, com doença de Parkinson e câncer na Farmácia de Medicamentos Especializados (Feme), localizada na Praia Grande, tem sido motivo de transtorno para aqueles que precisam manter seu tratamento. A Feme é um serviço do Governo do Estado, sendo uma farmácia de dispensação de medicamentos especializados para tratamento de doenças de baixa prevalência, com medicamentos de alto custo, que atende a todo o estado.

A dona de casa Maria Lucineide foi até o local buscar a medicação do seu marido, Ronaldo Nascimento, que tem doença de Parkinson, porém, pela segunda vez, o remédio não está disponível. “Meu marido precisa desse medicamento para viver, se não ele passa mal, o caso dele é grave. É a segunda vez que viemos e não tem pramipexol para tratamento de Parkinson. Eu fico sem saber o que fazer, porque eles não me dão previsão de chegada, não dizem quando posso voltar, me passam um número que ninguém atende, e enquanto isso, meu marido passa mal”, desabafou Maria Lucineide.

O mesmo problema é passado pelo advogado Valdimir Filho, que busca a medicação para sua esposa que faz tratamento de hemodiálise. “Acho que aqui tem um bom sistema, eles entregam o medicamento e nós levamos para o local em que minha mulher faz o tratamento. O único problema é a falta de alguns medicamentos. Hoje, por exemplo, dois medicamentos para pacientes renais faltaram, como o Sevelamer, e não sabemos quando vai chegar”, contou o advogado.

Em nota, a Secretária de Estado da Saúde informou que “Sevelamer, para pacientes renais, e Pramipexol, para tratamento de Parkinson, serão enviadas pelo Ministério da Saúde até o fim do mês. Estes medicamentos são de aquisição e distribuição exclusiva do Governo Federal”.

A idosa Rosimeire Silva também teve dificuldade para conseguir os remédios de tratamento para sua irmã, que tem câncer. “Eles nem me falaram se posso pegar em outro lugar ou quando posso vir, e isso é meio complicado, por minha irmã faz tratamento”, explicou.

Em março deste ano, O Estado já havia denunciado a escassez de medicamentos na Feme, utilizados no combate de dores na cabeça, artrite, osteoporose e reumatismo, o que estava prejudicando o tratamento dos pacientes acometidos por essas enfermidades. Na ocasião, em nota, a SES informou que os medicamentos Humira e Cabergolina são de aquisição e distribuição do Ministério da Saúde, enquanto o Alendronato, o município de São Luís era responsável pela compra e distribuição do medicamento.

Bolsas térmicas
Outro problema destacado por alguns pacientes é a dificuldade de transporte dos medicamentos que precisam de uma temperatura adequada. Para alguns, tem sido complicado o processo de conseguir caixas isolantes e bolsas térmicas para transportar a medicação para casa e depois levar para o Centro de Saúde que será aplicado. Contudo, em nota, a SES esclareceu que os laboratórios enviam medicações acondicionadas dentro de bolsas térmicas para cada paciente.

SAIBA MAIS

Feme
Para a dispensação dos medicamentos especializados são utilizados alguns critérios como diagnóstico, esquemas terapêuticos, monitorização e demais parâmetros, contidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas, estabelecidas pela Secretaria e Assistência à Saúde (SAS), do Ministério da Saúde.

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