Editorial | Opinião

Com menos casos

28/09/2021

Estamos chegando ao final do mês com a boa informação do avanço da vacinação contra o coronavírus no país, após um início tardio e caótico. Apesar de ter um sistema de imunização em massa mundialmente famoso, o país de 213 milhões de habitantes iniciou sua campanha em janeiro, várias semanas depois dos Estados Unidos, grande parte dos países europeus e outros como Argentina e Chile.

A campanha começou lenta e com interrupções, mas engrenou em seguida e logo os números de mortos caíram de uma média diária de mais de 2.000 em junho para menos de 600. O momento é considerado muito bom, mas ainda não atingimos o nível de vacinação desejado. Estados Unidos e Israel abriram em excesso com a crença de que o nível de vacinação era suficiente, no nosso nível atual. Precisamos aprender com o que aconteceu lá e nos adequarmos. As pessoas podem entrar em contato com outras, se respeitarem as medidas sanitárias para evitar o contágio da doença.

Atualmente, mais de 40% dos brasileiros estão totalmente imunizados contra a Covid-19. De acordo com dados do Ministério da Saúde, das secretarias estaduais de saúde e do site Coronavírus Brasil, 68,8% da população – 144.678.248 brasileiros – já receberam ao menos uma dose da vacina, enquanto 86.868.822 pessoas já estão completamente imunizadas, totalizando 41,3% da população: 82.125.161 pessoas tomaram duas doses, já outras 4.743.661 receberam dose única da vacina.

Os estados que iniciaram a vacinação de reforço já aplicaram, juntos, 544.033 terceiras doses em idosos e profissionais da saúde que completaram o esquema vacinal há seis meses. Para que estes números fossem alcançados, já foram distribuídas mais de 287 milhões de doses aos estados.

Se duas doses de vacina reduzem os riscos contra o coronavírus, há consenso entre especialistas que, ainda que a vacinação tenha avançado, o momento atual não permite suspender todas as medidas de proteção, sob pena de o Brasil “queimar a largada”. O primeiro motivo é que, proporcionalmente, ainda há muitas pessoas se infectando (a despeito de ser em patamares distantes do início do ano). O segundo é que faltam muitos indivíduos para tomar as duas doses e idosos para receber a terceira.

O terceiro motivo, que gera mais preocupação, é que países que atingiram o patamar que o Brasil atingiu em cobertura vacinal e que flexibilizaram em demasiado o distanciamento – em alguns casos, suspendendo até o uso de máscaras – colheram resultado negativo: aumento de casos, hospitalizações e mortes, com consequente volta de restrições ao comércio.

Ainda que a variante Delta não esteja causando estrago em outros países, médicos destacam que novas variantes sempre trazem surpresa e que, neste momento, ainda não é possível cantar vitória “antes da hora”. O país está conseguindo manter a tendência de queda de casos e mortes porque, além da vacinação, muitos brasileiros mantêm o uso de máscaras, buscam encontros ao ar livre e governos ainda não liberaram todas as atividades por completo.

No entendimento de especialistas, ainda estamos em níveis altos de infecção. Vacinação, uso de máscara e controle de ocupação de ambientes fechados precisam seguir por um tempo maior. Atividades que envolvem agrupamento de pessoas, principalmente se não for ao ar livre, são de maior risco, porque basta um estar infectado para passar a mais pessoas.

Os momentos de descontração entre amigos e familiares são os relatos mais comuns de pacientes que se infectaram com coronavírus. Grande parte das contaminações é de alguém que leva o vírus para a família. Em encontros de pessoas que não convivem no dia a dia, o ideal é manter a máscara. Quando houver alimentação, que seja em ambiente arejado e com distanciamento.

E com a chegada do mês de outubro e permanência da pandemia do Covid-19, o cenário do câncer de mama no país ainda é preocupante. Por conta disso, a Sociedade Brasileira de Mastologia reforça sua mensagem à população, com a campanha Outubro Rosa, para a importância do diagnóstico precoce, com a realização de exames preventivos e visitas regulares ao médico.

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