Cidades | Setembro Amarelo

Maranhão tem menos adolescentes tristes, aponta pesquisa

Apenas 26,8% dos entrevistados se sentem tristes; em todas as categorias, estado teve os indicadores mais positivos sobre a saúde mental
Kethlen Mata/ O Estado 16/09/2021
Maranhão tem menos adolescentes tristes, aponta pesquisa. (Divulgação)

São Luís – Entre todos os estados brasileiros, o Maranhão é onde os adolescentes se mostraram menos tristes na maioria das vezes ou sempre, conforme a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE). Mesmo assim, 26,8% se enquadraram nesse perfil. A PeNSE entrevistou estudantes do 7º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. As informações do levantamento foram divulgadas no último dia 10 de setembro.

O universo retratado pela pesquisa abrange 11,8 milhões de estudantes de 13 a 17 anos, dos quais 7,7 milhões tinham de 13 a 15 anos e 4,2 milhões, de 16 ou 17 anos. Os meninos são 5,8 milhões (49,3%) e as meninas, 6 milhões (50,7%). Nas escolas públicas, estudavam 10,1 milhões (85,5%) e nas escolas privadas, 1,7 milhão (14,5%).

Melhores indicativos
Nos três pontos analisados pela pesquisa quanto a saúde mental dos adolescentes brasileiros, o Maranhão se destacou em último lugar, com os menores indicativos. No caso daqueles que tinham sentimento de muita preocupação com as coisas comuns do dia a dia, os jovens maranhenses apresentaram o mais baixo valor para o indicador (46,1%), em contrapartida àqueles do Distrito Federal, o mais alto (58,3%).

Também foi investigado o percentual de escolares que se sentiram irritados, nervosos ou mal humorados na maioria das vezes ou sempre. Considerando o grupo de 13 a 17 anos, 40,9% dos adolescentes se sentiram dessa forma. No Maranhão, 27,8%.

O Maranhão também teve o menor percentual de adolescentes com autoavaliação negativa em saúde mental, 12,8%, seguido dos estados do Piauí e de Alagoas, com 14,5% e 14,7% respectivamente.

Relação com o próprio corpo
Entre 2015 e 2019, houve uma queda no índice de satisfação com o próprio corpo (70,2% em 2015 contra 66,5% em 2019) e um crescimento da insatisfação, bem mais alta entre as meninas (31,4%) que entre os meninos (12,8%).

Menos da metade dos alunos autoavalia seu corpo como “normal”. Esse número caiu em relação a 2015 (52,5%). Cerca de 28,9% dos estudantes se acham magros ou muito magros e 20,6% se acham gordos ou muito gordos. Porém, a autoimagem de sobrepeso entre as meninas quase dez pontos percentuais mais alta que a dos meninos (15,9%).

No Maranhão, havia 13,0% de insatisfeitos/muito insatisfeitos e 78,6% de satisfeitos/muito satisfeitos. Já os estudantes que se perceberam gordos ou muito gordos, nas capitais do país, oscilaram desde 17,7%, em São Luís (MA), até 27,3%, em Porto Alegre (RS).

Com informações do IBGE

NÚMEROS

  • 26,8% se sentem tristes
  • 46,1% sentem muita preocupação com as coisas comuns do dia a dia
  • 12,8% com autoavaliação negativa em saúde mental

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