PH | COLUNA SOCIAL

Pergentino Holanda

24/08/2021
TEM DNA maranhense a nova Miss Mundo Brasil, Caroline Teixeira, que vai representar nosso país no concurso mundial, em Porto Rico, no mês de dezembro

Miss Mundo
O que a vitoriosa da 61ª edição do concurso Miss Mundo Brasil, Caroline Teixeira, tem em comum com o Maranhão.

Embora tenha representado o Distrito Federal no certame de beleza, Caroline, de 23 anos, tem DNA maranhense,

A bela é filha do maranhense Carlos Magno Teixeira e neta dos também maranhenses Theoplistes Teixeira (ex-deputado estadual) e Maria Teixeira.

Caroline nasceu em Brasília e se tornou a quarta representante da Capital Federal a conquistar esse título. A última havia sido Loiane Aiache, em 1980.

Miss Mundo...2
Caroline Teixeira é formada em direito e tem como meta ingressar no Ministério Público. Apesar de muito nova, a miss tem muita história para contar. Aos 9 anos, começou a jogar basquete e se destacou ganhando diversos campeonatos. Aos 14 anos se mudou para Jundiaí, em São Paulo, onde se concentravam algumas das maiores equipes do país.

Durante período em que esteve lá, foi convidada para jogar e estudar em Railegh, na Carolina do Norte, EUA. Para ela, a experiência de seis meses foi única e lhe proporcionou muita maturidade.

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Caroline Teixeira foi coroada por Elis Miele, eleita em 3 de setembro de 2019. A mineira estava com o posto há dois anos, sendo um dos mais longevos até o momento.

A Miss Rio Grande do Sul, Alina Furtado, bateu na trave e garantiu o segundo lugar na competição.

Em terceiro lugar, figurou a Miss Espírito Santo, Gabriela Botelho.

O nosso vizinho Piauí também fez bonito com Larissa Barros, que integrou o grupo das seis finalistas da competição.

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Caroline Teixeira representará o Brasil na 70ª edição do Miss World, em Porto Rico, previsto para ocorrer em 16 de dezembro deste ano.

O Miss Mundo é um dos principais concursos de beleza do planeta. Nasceu em 1951 e passou a contar com representantes brasileiras em 1958, sendo a pernambucana Sônia Maria Campos a primeira representante do país.

A única brasileira a vencer a edição internacional foi a médica carioca Lúcia Petterle, atualmente com 71 anos, em 1971.

Mensagem poderosa e legítima
Se você nunca viu uma Paraolimpíada, reserve alguns minutos de seu dia para acompanhar algumas das competições, que começam hoje, em Tóquio. Sob o prisma da superação e da capacidade de adaptação, a mensagem é ainda mais poderosa e legítima do que a das Olimpíadas. E se conseguir, não pense nos paratletas como coitadinhos que precisam da sua dó. Eles não são isso, mas sim homens e mulheres com elevado poder de enfrentar desafios, e de vencê-los.

TRIVIAL VARIADO

A solenidade de comemoração dos 167 anos da Associação Comercial do Maranhão (ACM), comandada pelo presidente Cristiano Barroso Fernandes, diretores, conselheiros da entidade, colaboradores e parceiros, reuniu várias lideranças empresariais do Estado.

Uma delas foi o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez das Neves, que estava acompanhado do vice-presidente da entidade, Celso Gonçalo, que também é diretor da ACM e do superintendente Cesar Miranda.

A propósito: o Serviço Social da Indústria (SESI), atuou com ações nas áreas de saúde e alimentação, durante o evento, que aconteceu nas dependências da ACM e na praça Benedito Leite. No assunto: o SESI realizou uma degustação com alimentos saudáveis, como bolo de abóbora, farofa de soja e suco verde, além de promover um circuito saúde, onde foram realizados aferição de pressão, teste de glicemia, peso, altura e IMC completo.

Em tempo: a solenidade magna de 167 Anos da Associação Comercial do Maranhão, será amanhã (quarta-feira), às 19h.

Os médicos, sócios da Rede Onco, Gumercindo Leandro Filho e Jorge Lyra tomaram posse, na última sexta-feira, respectivamente, como presidente e secretário geral da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica do Maranhão (SBCO-MA).

A coordenação estadual do Miss Maranhão Globo realizará amanhã, no Rio Poty Hotel, a grande final com número limitado de convidados. Do total de inscritas, foram selecionadas oito finalistas.

Tem mais: a primeira colocada receberá faixa, coroa e o título de Miss Maranhão Globo 2021. A segunda receberá a faixa, coroa e o título de Miss Maranhão Tur 2021. Haverá ainda, uma votação on-line para a escolha da Miss Simpatia. A eleita Miss Maranhão representará o estado no concurso Miss Brasil Globo 2021, em Brasília, dia 18 de setembro.

O Presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac no Maranhão, José Arteiro da Silva, e o presidente da Associação dos Magistrados Trabalhistas do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (AMATRA XVI), Carlos Eduardo Evangelista Batista dos Santos, renovaram o Termo de Parceria,
que prevê a continuidade de ações da AMATRA durante as aulas dos cursos do Senac.

DE RELANCE

40 anos sem Glauber Rocha
No último domingo, dia 22, completaram-se 40 anos da morte do genial cineasta baiano Glauber Rocha, nascido em 1939, em Vitória da Conquista. Considerado o grande nome do cinema novo, Glauber Pedro de Andrade Rocha morreu no Rio de Janeiro. Eu ainda era estudante quando o conheci pessoalmente, em São Luís, quando ele veio fazer um documentário de curta-metragem “Maranhão 66”, a convite do então governador eleito José Sarney.

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Glauber Rocha produziu um documentário sobre a cerimônia da posse do político em ascensão da UDN/ARENA em 1966, dois anos depois do golpe militar de 1964. A posse de Sarney, em 1966, marcava o início do Maranhão Novo, slogan de seu governo para o estado de espírito que se inaugurava neste estado. Ante o discurso de posse de Sarney e a celebração da multidão com o novo governo, o documentário expõe a miséria da população maranhense.

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Enquanto Sarney, em discurso inflamado e repleto de otmismo, se comprometia solenemente a acabar com as mazelas do estado, o filme mostrava as mesmas: casas miseráveis, hospitais infectos, vítimas da fome ou da tuberculose. Sobre o documentário, Glauber Rocha comentou em 1980: “É uma reportagem sobre as eleições de um governador (José Sarney) no Maranhão; é muito importante para mim, porque o filmei com som direto e foi uma experiência muito útil para “Terra em Transe” porque participei das etapas de uma campanha eleitoral”.

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Sobre o documentário José Sarney disse: “Tomava eu posse no governo do Maranhão e fiz uma ousadia que não deveria ter feito com um amigo da estatura de Glauber Rocha. Eu lhe pedira que documentasse a minha posse. Glauber fez o documentário que foi passado numa sala de cinema de arte, há 15 anos. E quando o público viu que uma sessão de cinema de arte ia ser passado um documentário que podia ter o sentido de uma promoção publicitária, reagiu como tinha que reagir”.

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Arremata Sarney: “Mas aí, o documentário começou a ser passado, e quando terminaram os 12 minutos o público levantou-se e aplaudiu de pé, não o tema do documentário mas a maneira pela qual um grande artista pôde transformar um simples documentário numa obra de arte: ele não filmou a minha posse, ele filmou a miséria do Maranhão, a pobreza, filmou as esperanças que nasciam do Maranhão, dos casebres, dos hospitais, dos tipos de ruas, e no meio de tudo aquilo ele colocou a minha voz, mas não a voz do governador. Ele modificou a ciclagem para que a minha voz parecesse, dentro daquele documentário, como se fosse a voz de um fantasma diante daquelas coisas quase irreais, que era a miséria do Estado”.

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Quis o destino que estivesse no Rio de Janeiro naquele 22 de agosto de 1981. E logo me dirigi com um amigo ao Parque Lage – um Centro Cultural, no bairro Jardim Botânico. O local serviu como cenário de Terra em Transe, um dos principais filmes do inquieto diretor baiano. Quando lá cheguei ainda não havia quase ninguém, além da atriz Norma Bengell, que anos depois se tornaria minha amiga e viria ser minha hóspede em São Luís, e do ator Maurício do Valle (conhecido internacionalmente como o personagem Antônio das Mortes e um dos principais atores de diversos filmes de Glauber).

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Numa sala não muito grande, dentro do caixão aberto, o defunto. Ele trajava uma camisa esporte azul em xadrez miúdo, tinha uma curta manta de lã marrom – que lhe cobria do peito até as canelas –, e seus pés, descalços, exibiam prosaicas meias soquete brancas. Aos poucos, amigos e a turma do cinema foram chegando e logo alguém instalou um projetor e uma tela no pátio central, onde foram projetados filmes e trechos de comentários feitos por Glauber para a televisão. Com o som alto, a voz e a veemência de Glauber se impunham no ambiente. Enquanto alguns choravam junto ao ataúde, no pátio outros riam das intervenções delirantes mostradas na sessão de cinema improvisada.

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O ponto culminante desse verdadeiro happening em que havia se transformado o funeral foi quando o documentarista Silvio Tendler, acompanhado de um fotógrafo, que levava uma câmera de cinema na mão, entrou no velório. De alguma forma eles reproduziam a lição do mestre que filmou, de muito perto, as cerimônias de despedida – no velório –, do pintor Di Cavalcanti. A mãe de Glauber, dona Lúcia, em determinado momento, não aguentou a muvuca e explodiu em protesto, pedindo (aos gritos) que, por favor, imperasse o respeito. Na manhã seguinte regressei a São Luís e não acompanhei o cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Para escrever na pedra:
“Não sei fazer nada sem amor. Sempre estou apaixonado por alguma coisa, que tanto pode ser uma mulher como um nascer-do-sol na praia!” – De Glauber Rocha.

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