PH | COLUNA SOCIAL

Pergentino Holanda

20/08/2021
O DIA DE LUIZ GAMA, 24 de agosto, que entrou em 2019 para o calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro, será comemorado com apresentação gratuita do espetáculo “Luiz Gama – Uma Voz pela Liberdade” na escadaria externa do Palácio Tiradentes/Alerj, nesse mesmo dia, às 18h. A data marca os 139 anos de falecimento de Luiz Gama, ex-escravo, Patrono da Abolição e Herói da Pátria. O evento homenageia também os advogados, já que agosto é o mês da Advocacia. Completando essa comemoração, o Teatro PetraGold, no Leblon, abre suas portas para uma única e especial apresentação presencial e on-line do espetáculo no dia 31 de agosto às 19h. O texto é do maranhense Deo Garcez, que divide o palco com a atriz Soraia Arnoni (foto), sob direção de Ricardo Torres, numa produção Olhos d’Água

Triste realidade
É desoladora a situação da população no Afeganistão. É triste ligar a televisão e se deparar com cenas que eu jamais desejaria para ninguém, em nenhum lugar do planeta: pais e mães desesperados, tentando pular um muro para fugir da opressão. Alguns preferem se separar dos filhos pequenos a permitir que eles cresçam naquele território amaldiçoado.

São cenas impactantes essas que temos acompanhado nos últimos dias: milhares de pessoas desesperadas lotam o aeroporto de Cabul, pois o Talibã tomou a Capital, levando militares norte-americanos a suspenderem voos de saída do país.

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Como se sabe, o Talibã teve participação direta no atentado de 11 de setembro contra o World Trade Center, em 2001, nos Estados Unidos. As Torres Gêmeas foram derrubadas por aeronaves interceptadas pelos terroristas da Al-Qaeda, liderada por Osama Bin Laden.

Naquela época, os talibãs foram acusados de proteger e esconder Bin Laden. A consequência foi a invasão do Afeganistão por tropas americanas, que lá permaneceram por quase 20 anos.

Durante esse tempo, o país virou o caos, tendo sido palco de guerras que culminaram na morte de milhares de pessoas e custaram bilhões de dólares aos Estados Unidos.

Em 2011, Bin Laden foi capturado pelo governo americano e executado no Paquistão.

Posse de magistrado
O juiz Marco André Tavares Teixeira foi empossado na Comarca da Ilha de São Luís, de entrância final, pelo presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Lourival Serejo.

O magistrado, que foi promovido pelo critério de antiguidade, ingressou na magistratura maranhense em 2003. Durante a carreira, atuou nas comarcas de Pio XII, São João Batista, Balsas, Codó e, por último, em Itapecuru Mirim, onde estava desde novembro de 2020.

Marco André deixa a comarca com 5 mil processos físicos e eletrônicos em trâmite.

Desmentido no ar
A CNN Brasil desmentiu uma fala do jornalista Alexandre Garcia, 80, durante o telejornal Novo Dia, ontem. Ele afirmou no quadro Liberdade de Opinião que jovens não precisam tomar vacina contra Covid-19 segundo estatísticas.

Minutos após os comentários de Garcia, a apresentadora Elisa Veeck leu um comunicado dizendo que procurou o infectologista Renato Kfouri para esclarecer o tema.
“Segundo o médico, a medida previne mortes em adultos e idosos com formas graves. Ou seja, a proporção maior de casos graves irá acometer as pessoas que não tomaram a vacina”.

A apresentadora disse ainda que 1.581 pessoas entre 10 e 19 anos morreram este ano por complicações da Covid-19 no Brasil. “No caso das crianças, [a taxa de hospitalização] que era de 0,35% poderão, sem vacina, chegar a 15%”.

Eleição difícil na ABL
Se decidir concorrer mesmo à vaga deixada pelo político e escritor pernambucano Marco Maciel, que morreu em junho deste ano, na Academia Brasileira de Letras, o poeta maranhense Salgado Maranhão vai ter que enfrentar um nome de peso: José Paulo Cavalcanti Filho, 73 anos, e especialista em Fernando Pessoa. Paulo também vai postular a vaga deixada pelo ex-vice-presidente da República. Ele é casado com a também escritora Letícia Cavalcante.

TRIVIAL VARIADO
Em meio a notícias deprimentes sobre as várias variantes do coronavírus e sobre gente pendurada em avião para fugir da opressão, encontro um registro promissor: as vendas de livros cresceram quase 50% no primeiro semestre deste ano em nosso país.

Será que li bem? Em tempos de fake news, é melhor conferir. Tem fonte? Tem, e parece ser confiável. Os números são do 7º Painel do Varejo de Livros no Brasil, recolhidos numa pesquisa conjunta da Nielsen BookScan e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), divulgados no site da Revista Veja.

De acordo com o levantamento, só nos primeiros seis meses do ano, foram vendidos 28 milhões de livros no país. Ou seja: nunca se leu tanto no Brasil como nestes tempos de confinamento.

A aplicação da terceira dose de vacinas contra a covid-19 deverá começar por idosos e profissionais de saúde. Para iniciar a dose de reforço ainda são necessários mais dados científicos para que o Ministério da Saúde possa organizar a aplicação.

A Prefeitura de São Luís anunciou por suas redes sociais o início da vacinação permanente contra a Covid-19 para adolescentes de 12 a 17 anos até sábado, em diferentes pontos da Capital.

Guga Fernandes abre hoje o seu apartamento no Edifício Carlos Gaspar, na Pensínsula da Ponta d´Areia, para uma balada em comemoração ao aniversário do filho Filipe Castro. O traje pedido é black ou prata.

De volta ao circuito social da cidade, após uma curta temporada visitando os filhos em São Paulo, a designer Cintia Klamt e o arquiteto Fernando Motta já estão na Ilha tocando os inúmeros projetos que contrataram para este fim de ano.

Emmanuel Márcio Barbosa e Alipio Moraes continuam firmes com o projeto para fazer a terceira edição do Wine Celebration, interrompido por causa da pandemia. Eles já têm garantida a presença do cantor e ator Daniel Boaventura. Só falta decidir a data.

O empresário Roberto Albuquerque e Virgínia vão, com toda a família, curtir este fim de semana pegando sol, subindo e descendo dunas e dando mergulhos nas lagoas no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

DE RELANCE

Perfil da obra amadiana
O II Webinário Estudos Amadianos, na Bahia, reserva para esta sexta-feira, um dos encontros mais aguardados da série promovida como forma de marcar os 20 anos de saudades do escritor Jorge Amado, coincidindo ser o mês de agosto tanto o do nascimento, dia 10, quanto da partida, dia 6. Trata-se da mesa número 11, ‘Música, identidade nacional e decolonização na obra de Jorge Amado’, com a participação do professor doutor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Nelson Cerqueira, convidado a traçar o panorama dos romances do autor.

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Também estão confirmados os nomes dos professores Antonio Luciano Tosta, da Universidade do Kansas, Estados Unidos, ao abordar o tema do sincretismo, e Charles Perrone, da Universidade da Flórida, com o tema “o poder da música popular em Jorge Amado”. A mesa virtual estará completa com a professora doutora Patrícia Anzini, uma das coordenadoras da programação de encontros de escritores, especialistas, familiares e amigos de Jorge, com apoio de 29 instituições e estabelecimentos de pesquisa, ensino e extensão.

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A proposta desses encontros reacende o debate sobre a obra de Jorge Amado, reconhecido pela capacidade de trazer personagens mundanos para o outrora sofisticado ambiente literário. Só para reavivar a memória, lembre-se que nos anos 1980 os escritores Jorge Amado e Zélia Gattai vieram com a família passar uma longa temporada em São Luís, quando ele aproveitou para escrever o romance “Tocaia Grande – A face obscura”, no mirante da antiga residência de Eduardo Lago, no Olho d´Água.

O olhar de “Filósofas”
Uma coletânea de 500 páginas, senão inédita mundialmente, singular pela proposta inusitada, acaba de ser lançada por filósofas brasileiras. Trata-se do livro Filósofas, trazendo a lume as contribuições de pensadoras à história das civilizações, até então mantidas invisíveis ou desconhecidas, dado o protagonismo masculino absoluto. “O livro, fruto do colóquio Filósofas, durante o ano de 2020, é escrito por nós que decidimos romper o silêncio e fazer nosso trabalho de pensamento ser ouvido mundo afora” – escreveu Marilena Chauí, ao apresentar “Filósofas” à comunidade acadêmica.

Pressão para parcelar dívidas
Evitar demissões, fortalecer a economia, aquecer o mercado e ampliar o acesso ao crédito seriam alguns dos efeitos positivos da regularização da situação fiscal dos contribuintes, de acordo com as lideranças da indústria, tomando como base os projetos de lei 4.728/2020 e 46/2021. Trata-se do refinanciamento de dívidas, mais conhecido por Refis, em tramitação no Senado Federal, antes de o texto voltar para a Câmara a fim de ser novamente apreciado para sanção pelo presidente Jair Bolsonaro.

Pressão para parcelar dívidas...2
A Confederação Nacional da Indústria está em campanha pela aprovação, dada a situação de dificuldade alegada pelos proprietários dos meios de produção, por causa dos efeitos provocados pelas medidas restritivas da pandemia. A inadimplência, segundo o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, não ocorre, na esmagadora maioria dos casos, por uma decisão das empresas. Nesta perspectiva, as dívidas decorrem de absoluta incapacidade de honrar todos os compromissos financeiros, com os fornecedores, o Fisco e os empregados, entre outros credores, conforme a cadeia produtiva da indústria.


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Sem conseguirem baixar a certidão negativa de débitos (CND), os industriais perdem o acesso a crédito e as empresas ficam impossibilitadas de participar do mercado das compras governamentais, gerando desperdício de oportunidade de negócios. Para a categoria, num contexto de quase 15 milhões de brasileiros desempregados, a aprovação dos PLs seria emergencial, pois, na lógica das lideranças industriais, o parcelamento dos débitos junto ao governo federal é condição necessária para evitar agravar a situação.


Para escrever na pedra:
“Se eu soubesse de algo que fosse útil a mim, mas prejudicial à minha família, eu o rejeitaria de meu espírito. Se soubesse de algo útil à minha família, mas não à minha pátria, procuraria esquecê-lo. Se soubesse de algo útil à minha pátria, mas prejudicial à Europa, ou, então, útil à Europa, mas prejudicial ao gênero humano, consideraria isso como um crime”. Do filósofo Montesquieu (1689-1755), já na primeira metade do século 18, um programa ético que segue atualíssimo e, infelizmente, pouco praticado.

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