Cidades | Pandemia

Interrompida tendência de queda dos casos de Covid-19 em São Luís

Análise da Fiocruz refere-se ao período de 8 a 14 de agosto; infectologista alerta que há probabilidade alta da variante delta, de origem indiana, já estar circulando no Maranhão
Evandro Júnior / O Estado20/08/2021
Interrompida tendência de queda dos casos de Covid-19 em São LuísTestagem para covid é realizada em Socorrinho, na capital maranhense (Matheus Soares / O Estado)

São Luís - São Luís está entre as capitais brasileiras que apresenta interrupção da tendência de queda dos casos de Covid-19. É o que indica o mais recente Boletim Infogripe, produzido pela Fiocruz. Os dados referem-se ao período de 8 a 14 de agosto. O indicador de transmissão comunitária mostra que, além dos sinais claros de interrupção de queda e princípio de crescimento em diversos locais, os valores semanais continuam elevados.

Todos os estados apresentam macrorregiões em nível alto ou superior, nove deles e o Distrito Federal contam com macrorregiões em nível extremamente elevado. Os infectologistas alertam para a necessidade de manutenção de medidas de mitigação da transmissão e proteção à vida em Belo Horizonte (MG), plano piloto de Brasília e arredores (DF), Manaus (AM), Recife (PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA), São Luís (MA) e Vitória (ES).

De acordo com o infectologista Antônio Augusto, titular do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a queda das internações foi interrompida e a capital está em estabilidade, assim como todo o Maranhão.

“Na região dos Cocais, as hospitalizações voltaram a aumentar. Por enquanto, o número de mortes continua em queda. A transmissão se mantém alta e há uma probabilidade grande da variante delta já estar circulando no estado. É possível termos novo aumento causado por essa variante. A pandemia não acabou. A cobertura vacinal, com a segunda dose, agora que atingiu 18%, ou seja, um valor ainda baixo”, frisou Antônio Augusto.

O estudo da Fiocruz aponta que quatro das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Apenas cinco apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo: Alagoas, Mato Grosso, Paraíba, Roraima e Tocantins. No caso da Paraíba, observa-se sinal de crescimento na tendência de curto prazo (últimas três semanas), indicando possível interrupção na tendência de queda, sinal que também está presente em outros 10 estados.

Diante do cenário, os infectologistas alertam para a importância de se manter cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão da Covid-19, enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos. É necessário, também, reavaliar as medidas de flexibilizações implementadas nos estados com sinal de retomada do crescimento ou estabilização ainda em patamares elevados.

SAIBA MAIS

Segunda dose

O Governo do Maranhão dá prosseguimento à imunização da população. Ontem, começou a aplicação da segunda dose nos profissionais da Construção Civil, no Hospital da Ilha. Após a inclusão desse grupo como prioritário no Plano Nacional de Imunização (PNI), o governo estadual garantiu as doses. São profissionais que não pararam um só dia durante toda a pandemia, garantindo, inclusive, a construção e adequação de unidades de saúde para atender pacientes vítimas de coronavírus.

NÚMERO

18% é a cobertura vacinal com a segunda dose no Maranhão, segundo infectologista Antônio Augusto, titular do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)

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