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Infecções hospitalares somam 15 mil casos por ano no Maranhão

Unidades de saúde do estado foram incluídas no projeto "Saúde em Nossas Mãos", do Ministério da Saúde, visando à redução desses casos; instituições selecionadas têm Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
Evandro Júnior / O Estado20/08/2021
Infecções hospitalares somam 15 mil casos por ano no MaranhãoHospital Djalma Marques, o Socorrão I, passou a fazer parte do projeto no segundo semestre deste ano (Matheus Soares / O Estado)

São Luís - O Ministério da Saúde selecionou 204 hospitais para participarem do projeto “Saúde em Nossas Mãos”, incluindo unidades de saúde maranhenses, visando à redução, em 30%, das infecções hospitalares relacionadas à assistência em saúde nas UTIs de unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). No Maranhão, são cerca de 15 mil casos por ano, segundo dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira e o Instituto Latino Americano de Sepse.

Em São Luís, foram contemplados a Maternidade Marly Sarney, o Hospital Universitário de São Luís, o Carlos Macieira, Odorico Amaral de Mattos e o Hospital Municipal Djalma Marques. A iniciativa objetiva salvar vidas, reduzir gastos e fortalecer a segurança do paciente nas unidades.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão 2) integra o projeto há três anos, tendo adotado nas suas rotinas de atendimento práticas que resultaram na redução de mais de 50% das infecções hospitalares, relacionadas à assistência à saúde, conforme meta estabelecida pelo projeto.

As reduções, conforme o órgão, relacionaram-se à infecção do trato urinário associada à cateter vesical, infecção de corrente sanguínea associada à cateter venoso profundo e pneumonia associada à ventilação mecânica.

O Socorrão 1 e o Hospital da Criança passaram a integrar o projeto neste segundo semestre e já estão iniciando os trabalhos visando ao desenvolvimento de ações que resultarão na redução dos índices de infecção hospitalar.

Os hospitais maranhenses selecionados aprenderão a se organizar em rede, trabalhar de forma integrada, ouvir, inovar e trocar experiências com seus pares. Eles receberão todo suporte técnico, educativo e metodológico para aprimorar práticas de segurança pelos hospitais do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS.

O projeto do Ministério da Saúde considera a realidade e a necessidade de cada unidade hospitalar, por meio de planos de ação pré-estabelecidos. Para isso, a participação dos profissionais é um elemento essencial. Serão compostas equipes multidisciplinares nas diferentes áreas de interesse em torno da UTI, bem como a identificação de líderes de projeto em cada hospital.

O processo de seleção dos hospitais ocorreu de junho a julho deste ano e contou com 391 participantes, todos voluntários. Os interessados passaram por avaliação documental, análise de critérios, além de entrevistas e ranqueamento.

As instituições selecionadas também possuem Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Com isso, elas têm a função de apoiar as áreas na redução dos riscos de infecções relacionadas à assistência à saúde, como as da corrente sanguínea, do trato urinário e pneumonia relacionada à ventilação mecânica, por exemplo.

A seleção do “Saúde em Nossas Mãos” mobilizou profissionais de UTI, Núcleos de Segurança do Paciente, Comissões de Controle de Infecção Hospitalar e as diretorias dos hospitais. O projeto utilizará uma metodologia colaborativa onde “todos ensinam e todos aprendem”.

Cada grupo de 34 hospitais será acompanhado por profissionais dos Hospitais de Excelência do Proadi-SUS (Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital da Beneficência Portuguesa, Hospital do Coração, Moinhos de Vento e Sírio Libanês) e pelo Ministério da Saúde, responsáveis pela condução das sessões virtuais de treinamento, assim como o suporte contínuo e visitas.

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