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Cartilha alerta para a recorrência do assédio contra mulheres jornalistas de Imperatriz

Conteúdo foi elaborado em pesquisa acadêmica e será lançado na segunda- feira (9)
07/08/2021 às 17h31
Cartilha alerta para a recorrência do assédio contra mulheres jornalistas de ImperatrizBanco de imagens/Freepik

Imperatriz - Com o objetivo de visibilizar e combater o assédio cometido contra as mulheres jornalistas que atuam em Imperatriz, será lançada on-line a cartilha “O corpo está no contrato? Assédio Sexual praticado contra as mulheres jornalistas nas redações de Imperatriz”. O lançamento acontece pelo Instagram @afim.itz, na segunda-feira (9), às 20h.

A ação é resultado da primeira dissertação do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom) da Universidade Federal do Maranhão, Campus Imperatriz, de autoria da jornalista e pesquisadora - a Mestra Janaina Amorim - sob orientação da professora Drª Thaisa Bueno.

Para a autora do estudo, a importância de seu trabalho é debater essa violência que, é recorrente nas redações, mas ainda pouco debatida. “O assédio sexual não é uma prática nova, nem isolada. Acontece com frequência, atrapalhando o desempenho profissional das vítimas, o adoecimento físico e mental. Porém, ainda é pouco debatido pela academia a nível nacional. E se pensarmos em âmbito local, não é pautado em nenhuma esfera, daí a importância da pesquisa, para mostrar que o problema é real e precisa ser enfrentado para que as mulheres possam viver de forma digna”, explicou.

Sobre a pesquisa - O estudo tem por objetivo compreender como o assédio sexual envolvendo mulheres jornalistas ocorre em Imperatriz - a segunda maior cidade do Maranhão, bem como identificar as práticas de assédio na rotina de trabalho. Ao todo, 19 jornalistas que atuam nas redações de Imperatriz foram ouvidas de um universo onde 23 atuam nos veículos os quais fazem parte do recorte do estudo, que compreende redações de TV e de rádio e um portal de notícias.

Entre os apontamentos encontrados está o de que o assédio faz parte da rotina das jornalistas e que essa violência traz impactos tanto para a saúde das vítimas, quanto para sua carreira. Indiretamente a violência acaba afetando também a qualidade do material resultado do trabalho disponibilizado ao público.

O estudo identificou, ainda, que Imperatriz, apesar de ser uma cidade de médio porte do interior do Maranhão, tem uma realidade parecida em relação à frequência e às características do assédio nas demais cidades do país. Mostrou ainda que a maior parte dos assediadores são homens que ocupam cargo de chefia ou possuem alguma posição considerada de respaldo social.

Essa agressão acontece em todas as etapas do trabalho, abrangendo ambientes externos e internos, tanto presencialmente quanto por mídias sociais on-line. Além disso, esse ato violento tem impactos tanto para as profissionais, que passam por situação de adoecimento, quanto para a rotina jornalística, já que as mulheres, diante dessa violência, se veem obrigadas a trocar de pauta, evitar fontes e até derrubar coberturas para evitar contato com os assediadores.

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