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CLI projeta investir em logística para otimizar operações no Tegram

Empresa, que detém 25% de participação no Consórcio Terminal de Grãos, do Porto do Itaqui, trabalha para alcançar capacidade máxima em 3 anos
26/06/2021
CLI projeta investir em logística para otimizar operações no TegramConsórcio Tegram opera sob forma de concessão de 25 anos e acaba de concluir segunda fase de expansão (Divulgação)

Com uma expectativa de atingir a capacidade máxima do terminal em até três anos, implantando a fase 3 no Tegram, para apoiar o crescimento do agronegócio no Mapito (Maranhão, Piauí e Tocantins), a CLI - Corredor Logística e Infraestrutura S.A. trabalha para continuar crescendo como a melhor parceira e prestadora de serviços para tradings no Porto de Itaqui. Com a saída da CGG Trading da administração do negócio, em dezembro do ano passado, a empresa consolida o modelo de atuação como um terminal independente.

“A estratégia é de crescimento responsável e sustentável combinado com investimento em inovação tecnológica. Por conta da necessidade de mercado, também estamos explorando oportunidades de construção ou aquisição de armazéns de grãos, seja na região do Mapito ou em outras regiões do Brasil. Já no plano de inovação tecnológica, buscamos parcerias com LogTechs para ganhar eficiência nas suas operações melhorando a coordenação ao longo de toda a cadeia logística entre transportadoras, caminhoneiros, ferrovia, terminais e navios”, afirma Helcio Tokeshi, diretor-presidente da CLI.

Helcio Tokeshi frisa que o Tegram é um dos maiores terminais de grãos do Brasil e que o local é ponto de embarque de grande parte da soja, farelo de soja e milho produzidos no Maranhão, Piauí, Tocantins e, ainda, no nordeste do Mato Grosso.

Dentro do Tegram, a CLI é o terminal com a melhor eficiência operacional, de acordo com o diretor. Parcela significativa dos bons resultados está relacionada ao treinamento qualificado da equipe. “Desse modo, não faremos alterações de pessoal no momento. O plano é investir em mais automação e sistemas para contribuir com o aumento de produtividade. Por meio da implementação de novas tecnologias, o objetivo é aprimorar a operação atual e, também, garantir a qualidade da soja manuseada pelo terminal”, informa.

A operação da CLI, conforme Tokeshi, gera desenvolvimento para a região do Mapito. Por sua localização privilegiada no Porto de Itaqui e por ser uma operadora bandeira branca, os produtores de grãos da região podem aumentar tanto a área produtora, quanto a produtividade, com o conforto de poder vender seus grãos para tradings a preços bem competitivos, pois há um canal de escoamento e prestação de serviços de excelência.

“Além disso, proporciona a criação de empregos diretos e indiretos e nos permite criar parcerias com nossos clientes, fornecedores e agentes públicos, investindo em pesquisa e desenvolvimento na região. Durante a fase de construção do Tegram, foram criadas mais de 1.500 vagas e a expectativa, caso se concretize a fase 3, seria de gerar o mesmo número de empregos”, revela.

Certificado

A CLI considera o pilar ESG um fator fundamental de sua governança, frisa o diretor. Prova disso é que o IG4 Capital, sua controladora, se orgulha de ser um dos primeiros gestores de investimento a obter o certificado B-Corp e, também, ser signatário do Principles for Responsible Investment (PRI). “A certificação B-corp identifica empresas com altos padrões de desempenho social e ambiental, transparência e responsabilidade social e o PRI tem por objetivo compreender as implicações do investimento sobre temas ambientais, sociais e de governança. Por isso, a CLI trabalha para continuar a garantir a segurança de nossa operação e impactar positivamente na comunidade que estamos inseridos”, diz.

Ele acrescenta que a CLI quer ajudar a turbinar a produção e escoamento de grãos da região do Mapito com excelência de serviços como o único terminal bandeira branca no Itaqui. “Acreditamos que o investimento sustentável é o presente, tanto que nosso plano de negócios é o nosso plano ESG, não há distinção entre eles. Queremos manter e ampliar a nossa parceria para o crescimento do agronegócio responsável no Brasil”, destaca.

O diretor afirma que, com seus parceiros no Tegram, a empresa está sempre aprimorando e melhorando o equipamento e sistemas dentro do terminal. “Além disso usamos tecnologia para coordenar a comunicação e agendamento das cargas com as tradings e transportadoras. Mas tudo pode ser melhorado. Estamos conversando com diversas empresas de tecnologia logística, com o objetivo de detectarmos fases do nosso processo operacional a serem modernizadas”, diz, ressaltando que a operação de um terminal de grãos é composta basicamente de recepções de grãos dos trens e caminhões, esteiras para levar o grão para o armazém, esteiras e carregador para colocar os grãos nos navios.

Mais

As operações do Consórcio Tegram são conduzidas sob forma de concessão de 25 anos e acaba de concluir a segunda fase de expansão, dobrando a capacidade. Além da CLI, os três outros integrantes são Glencore, Toyota/CHS (Nova Agri) e LDC/Amaggi/ZenNOh.

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