Cidades | Pandemia

Home care registra demanda elevada por causa da pandemia

Com o agravamento da crise sanitária, muitos pacientes passaram a ser atendidos em casa mesmo, para evitar contato com outros doentes nos hospitais da capital
Evandro Júnior / O Estado23/03/2021
Home care registra demanda elevada por causa da pandemiaDemanda nas centrais de home care tem crescido desde o ano passado em decorrência da pandemia, pelo medo de contaminação em hospitais (Divulgação)

São Luís - A pandemia da Covid-19 levou a um crescimento do número de pacientes atendidos em home care no Brasil, modalidade de assistência que passou a atuar em novas frentes com a crise sanitária. No Maranhão, esse serviço também passou a experimentar alta desde o ano passado.

Segundo Fabiano Cutrim, gerente geral da empresa Vitalmed, especializada nos serviços de internação hospitalar e urgência e emergência, no que se refere ao segundo, a demanda cresceu em cerca de 30%.

“Nós já chegamos a duas mil pessoas conveniadas, uma prova de que a pandemia contribuiu para que as pessoas optassem por esse tipo de serviço, em que uma equipe é deslocada até a residência do paciente, onde lá mesmo recebe o atendimento. Nos casos em que precisa de atendimento hospitalar, nossa ambulância faz o translado”, explicou Fabiano Cutrim.

No ano passado, segundo Fabiano Cutrim, a demanda foi três vezes maior, no auge da pandemia do novo coronavírus. “As chamadas aumentaram em cerca de 300% e começou a cair somente no mês de julho, quando a situação foi sendo amenizada. Isto porque os hospitais tinham menos estrutura do que agora, com o agravamento da pandemia, com menos UTIs”, disse Fabiano Cutrim.

Medicações
Com medo de se infectar no ambiente hospitalar, muitos pacientes estão preferindo o atendimento domiciliar para a realização de procedimentos como curativos e medicações na veia. Alguns hospitais também têm sugerido esse tipo de cuidado. Desde o início da pandemia, em março do ano passado, o setor viveu um boom de pacientes egressos de hospitais.

As instituições, temendo um colapso na assistência, liberaram doentes crônicos estáveis para seguir ou terminar o tratamento em casa. Agora, o mesmo movimento começa a ser observado. O Brasil tem cerca de 830 empresas de homecare, segundo último censo feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e o Nead.

A receita anual é estimada em R$ 10,6 bilhões, sendo 57,5% geradas por internações domiciliares (que custam, em média, 35% menos do que as hospitalares). O restante, 42%, vem dos atendimentos em casa. Em 2019, foram atendidos cerca de 292 mil pacientes. Os números de 2020 ainda estão sendo compilados.

As empresas de atenção domiciliar estão sendo acionadas para atender o paciente após a alta da internação (na UTI ou não). Em São Luís, o home care também foi usado por pacientes sintomáticos, que passavam pela emergência de um hospital e que depois eram monitorados e medicados em casa, com apoio de uma central 24 horas com médico e pessoal da enfermagem.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte