Cidades | Só delivery

Donos de bares e restaurantes suspendem paralisação e aguardam novas medidas

Ato de protesto estava previsto para ocorrer hoje, 23, devido à proibição do funcionamento presencial de estabelecimentos comerciais desse tipo, determinado pelo governo estadual
Ismael Araújo / O Estado23/03/2021
Donos de bares e restaurantes suspendem paralisação e aguardam novas medidasBares e restaurantes não podem receber clientes, apenas fazer delivery ou retirada (Paulo Soares / O Estado)

São Luís - Os proprietários de bares e restaurantes da Grande Ilha decidiram, ontem, suspender a paralisação do serviço de delivery (entrega) ou take out (retirada), que estava prevista para ocorrer hoje, 23. O motivo do protesto era por causa da proibição de funcionamento com atendimento presencial desses estabelecimentos comerciais, até o próximo dia 28, conforme decreto estadual, entre as novas medidas sanitárias para evitar a proliferação da Covid-19.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) do Maranhão, Gustavo Araújo, disse que na manhã de ontem participou de uma reunião, por meio de videoconferência, em companhia da presidente do Sindicato Empresarial de Bares, Restaurantes e Similares (SindiBares) do Maranhão, Camila di Minda, e empresários do setor de gastronomia, com o secretário estadual de Indústria e Comércio, Simplício Araújo.

Durante o encontro, de acordo com Gustavo Araújo, foi aberto diálogo entre a categoria e o governo e, no momento, existe uma expectativa para que novas medidas sejam adotadas no decorrer desta semana. Diante desse posicionamento, a classe empresarial do setor de gastronomia decidiu suspender o ato de protesto, que estava previsto para ocorrer hoje.

Ele frisou que a categoria também pensou na sociedade que está enfrentando esse período de pandemia e afirmou que apenas a modalidade de delivery não representa nem 10% do faturamento mensal das empresas do setor de gastronomia. Somente na Região Metropolitana de São Luís há mais de 400 bares e restaurantes que empregam mais de duas mil pessoas.

Carta aberta
A Abrasel-MA e o SindiBares-MA anunciaram no último dia 20, por meio de uma carta aberta, que no dia 23, os restaurantes e bares não fariam entregas de pedidos por meio do sistema de delivery ou take out. A paralisação deveria durar 24 horas.

O ato era motivado pelas medidas restritivas pelo Governo do Estado com o objetivo de evitar o novo coronavírus na quais, segundo a carta aberta, os estabelecimentos comerciais estariam sendo “discriminados”.

Fiscalização
De acordo com as medidas decretadas para combate à pandemia de Covid-19, os bares e restaurantes da Ilha não podem funcionar presencialmente – com clientes na casa - desde o último dia 15, com ação prorrogada até o dia 28, sendo alvo de fiscalização de agentes da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, com o apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Procon e Guarda Municipal.

Uma das últimas ações de fiscalização ocorreu no fim de semana. No decorrer das atividades são reforçadas as orientações sanitárias e verificadas se estão sendo cumpridas as medidas sanitárias. As Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária de São Luís já fiscalizaram mais de 143 estabelecimentos comerciais desde o último dia 5 deste mês.

Deste total, 20 foram autuados por descumprimento ao horário determinado para funcionamento (de 9h às 21h). Quinze ações aconteceram na noite do último dia 12, no bairro Renascença e imediações da Lagoa da Jansen, onde há muitos bares e restaurantes.

SAIBA MAIS

A Vigilância Sanitária Estadual completou, no último dia 17, um ano de fiscalizações em combate à pandemia. O trabalho do órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) começou antes mesmo da confirmação do primeiro caso no estado do Maranhão. Ao longo de um ano, foram realizadas 6.798 ações, que seguem sendo executadas, como ainda já foram lavrados 5.721 Termos de Fiscalizações; 1.201 Termos de Intimação, exigindo o cumprimento de diretrizes sanitárias de enfrentamento à Covid-19; 217 Autos de Infração, 60 multas e 16 interdições sanitárias de estabelecimentos reincidentes ou que se recusaram a cumprir o decreto estadual.

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