Cidades | Restrição

Fim de semana com bares e restaurantes fechados na Ilha

Donos dos estabelecimentos comerciais da Litorânea já reclamam dos prejuízos e, segundo o decreto estadual, devem ficar fechados até o próximo dia 28 como sendo uma medida de evitar a proliferação do coronavírus
Ismael Araújo / O Estado20/03/2021
Fim de semana com bares e restaurantes fechados na IlhaMesas e cadeiras afastados e nenhum cliente: tem sido essa a realidade dos bares com as restrições (Paulo Soares / O Estado)

São Luís - Os bares e restaurantes da Grande Ilha vão permanecer fechados neste fim de semana. O governador Flávio Dino anunciou na sexta-feira, 19, a prorrogação do decreto que os mantinha sem funcionamento, e esses estabelecimentos somente devem retornar as suas atividades no próximo dia 28, em uma das medidas sanitárias para conter a proliferação da Covid-19. Na Região Metropolitana de São Luís, há mais de 400 bares e restaurantes que empregam mais de cinco mil pessoas.

Os proprietários dos bares e restaurantes da Avenida Litorânea já estão reclamando dos prejuízos que estão sendo ocasionados pela falta de funcionamento do ponto comercial desde o dia 15, em cumprimento do decreto estadual. “Os bares da praia vão ficar fechados durante o fim de semana. O empreendimento fechado e sem clientes não gera lucro”, desabafou Gabriel Pestana, de 34 anos, gerente do bar e restaurante Brisa do Mar, localizado na Litorânea.

Ele também disse que a determinação estadual do fechamento dos bares e restaurantes, feita na manhã desta sexta-feira, 19, pegou de surpresa os empresários do setor de gastronomia. “A venda na praia durante o período chuvoso já é fraca e, com os bares fechados, o lucro cai ainda mais”, frisou o gerente.

Gabriel Pestana comentou que devido ao fechamento dos bares e restaurantes, ocorrido no ano passado, a direção do estabelecimento teve de recorrer a empréstimo bancário para poder sanar algumas dívidas, principalmente, de fornecedores.

Com a nova determinação estadual de restrição, os funcionários estão trabalhando em dias alternados. “Estávamos funcionando seguindo as determinações sanitárias, ou seja, utilizando o álcool em gel, a máscara e mantendo o distanciamento das mesas”, salientou Gabriel Pestana.

O gerente do bar do Felipe, Jean Everton Diniz, de 43 anos, comentou que no decorrer dos últimos cinco dias o estabelecimento já teve um prejuízo superior a R$ 2 mil e a direção deu folga para todos os garçons e cozinheiros. “Durante esses dias, apenas o setor administrativo está vindo trabalhar e os outros funcionários estão de folga”, disse Jean Everton.

Ele ainda declarou que a direção do bar vai restringir alguns gastos para que não tenha um prejuízo maior. “Estamos analisando as contas e as despesas, para que não haja perda grande, pois o empreendimento sem funcionar acaba não tendo lucro e temos as dívidas para serem pagas, no dia certo”, frisou.

O vendedor ambulante João da Mata, de 58 anos, contou que com os bares fechados da praia prejudicaram sua venda também. “Antes, chegava a comercializar mais de 40 pastéis e sacos de sucos, mas, no momento, vendo no máximo 15. O meu lucro caiu bastante”, disse João da Mata.

Fechado
As pessoas que foram na manhã desta sexta-feira, 19, à Avenida Litorânea encontraram os bares e restaurantes fechados. Muitos proprietários amontoaram as cadeiras ou colocaram lonas de plástico nas portas para mostrar que o estabelecimento estava sem funcionar.

Alguns donos de pontos comerciais aproveitaram o período de fechamento para fazer reformas. No bar e Restaurante Normande, pedreiros trocavam o piso do salão principal e faziam reparos no armário da cozinha, enquanto, no Ôba Ôba Arari estava sendo feito reparo no telhado e os funcionários retiravam areia da parte externa do ponto comercial.

Também era possível observar funcionários realizando uma faxina geral nos bares. “O chefe me chamou para fazer uma limpeza geral no restaurante, inclusive, lavando todas as louças e cadeiras e ainda fazer algumas modificações”, explicou a funcionária Cláudia Cruz, de 35 anos.

Na Litorânea, ainda havia várias pessoas fazendo caminhada ou correndo pelo calçadão, a maioria sem usar máscaras para proteger a boca e o nariz. Também havia pessoas na areia e tomando banho de mar, inclusive em pontos considerados pelo impróprio, conforme boletim de balneabilidade.

SAIBA MAIS

Com o fechamento dos bares e restaurantes, o governo liberou aos proprietários desses estabelecimentos comerciais um auxílio emergencial no valor de R$ 1 mil. Até sexta-feira, 19, mais de 600 auxílios tinham sido pagos. Os empresários podem fazer a solicitação pelo site da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc).

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte