Roda Viva | Opinião

A ingratidão do povo de Bacabal

Benedito Buzar28/11/2020

Eu construí forte e indestrutível amizade com João Alberto de Sousa há mais de sessenta anos, como colega de turma no Liceu Maranhense.

Acabado o ciclo ginasial, tomamos o destino do Rio de Janeiro, onde estudamos em faculdades diferentes. Ele formou-se em economia e eu abandonei o curso de agronomia, retornando a São Luís, onde bacharelei-me em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito.

Foi no Rio de Janeiro, que João Alberto, trabalhando em banco privado, começou a desenvolver as atividades políticas e sindicais, interrompidas pelo movimento militar de 1964.

Em 1966, quando José Sarney se elege governador do Maranhão, e procurava técnicos maranhenses em outros estados, para vir trabalhar no seu governo, João Alberto se apresenta e veio de armas de bagagens para a terra natal, onde pela capacidade de trabalho e integridade moral, ocupou vários cargos públicos, nos quais não brincava em serviço, daí o apelido conquistado de Carcará.

Pelo brilhante desempenho na atividade administrativa, João Alberto elegeu-se deputado estadual pela Arena. Sempre fiel e leal a Sarney, disputa outros cargos legislativos e executivos, destacando-se os de deputado federal, senador, prefeito de Bacabal, vice e governador do Estado, mostrando desempenho satisfatório e conduta retilínea.

Em março de 1990, na condição de vice-governador, assume a chefia do Governo, em substituição a Epitácio Cafeteira. Na composição do primeiro escalão de sua equipe administrativa, convocou-me para o cargo de secretário da Cultura, funcionando paralelamente como assessor político.

Ao longo desses 60 anos, eu e João Alberto, embora atuando em áreas diferentes, nunca deixamos de ser amigos e de mantermos permanentes diálogos e conversas políticas.

Por conhece-lo desde tempos remotos e inesquecíveis, quando éramos felizes e não sabíamos, não me conformo com o comportamento do eleitorado de Bacabal, onde João Alberto não nasceu, mas adotou a cidade como sua terra natal, razão porque devota a ela inexcedível amor e incurável paixão.

Pelo que fez e realizou em favor Bacabal, no exercício dos mais diversos cargos públicos, nos quais, prioritariamente, destinava verbas e emendas parlamentares, para melhorar a situação do município, não me conformo e revolto-me com os bacabalenses, que, no recente pleito de 15 de novembro, deram-lhe um tratamento eleitoral injusto, ele, que tentava encerrar a sua militância política, elegendo-se vereador à Câmara Municipal da cidade que ama e venera.

O mandato de vereador de Bacabal, significava algo de transcendental importância pessoal e política para João Alberto, pois investido nesse cargo, desdobraria esforços, para, com o peso de seu conhecimento e do prestígio conquistado como homem público, carrear de Brasília recursos para a prefeitura desenvolver ações fecundas e positivas em favor das comunidades urbana e rural.

Muita gente, inconformada com a inesperada derrota de João Alberto, achava que ele, pelos elevados cargos legislativos e executivos ocupados, não deveria submeter o seu nome a uma eleição de pouca expressão política.

Mas ele não pensava assim. O mandato de vereador de Bacabal era o coroamento de uma longa trajetória política, no exercício da qual mostraria ao povo de sua terra o carinho que a ela devota.

Com a força do voto popular, negado de maneira traiçoeira pelos bacabalenses, para representá-los na Câmara de Vereadores, empregaria a sua larga experiência política e administrativa, para dar uma contribuição efetiva ao desenvolvimento do município e da melhoria de vida dos mais necessitados.

Confinamento total

O ex-presidente José Sarney e Dona Marly, pela longevidade, são figuras humanas de risco.

Por isso, o casal segue à risca às recomendações médicas e há sete meses não coloca os pés nas ruas de Brasília.

Sarney, para o seu médico e amigo, o infectologista paulista, David Yup, disse que quer ser o primeiro brasileiro vacinado contra a corona vírus.

Flávio e Boulos

Não é só em São Luís que o governador Flávio Dino se encontra engajado na eleição do segundo turno, para eleger o candidato, Duarte Junior.

Em São Paulo, torce pelo candidato Guilherme Boulos e aparece nos meios de comunicação, pedindo voto para o opositor do prefeito Bruno Covas.

Matriarcado político

As mulheres estão cada vez mais participando das atividades políticas no Maranhão.

Salvo melhor juízo, a primeira representante do sexo feminino a disputar eleição de prefeito no Maranhão, Dona Noca Santos, elegeu-se gestora de São João dos Patos, nos meados do século passado.

Nas recentes eleições de 15 de novembro, mais de quarenta mulheres se elegeram para governar os municípios maranhenses.

Eleitos sub judice

Com o fim das eleições municipais, vai começar uma nova etapa de sobrevivência dos eleitos.

Trata-se da luta de prefeitos, vices e vereadores na Justiça Eleitoral, eleitos com algum tipo de pendência judicial, que, conforme o resultado do julgamento, pode alterar o pleito.

Coroba vírus

Os meus conterrâneos de Itapecuru, estão dizendo que nas recentes eleições municipais trocaram a corona vírus pelo Coroba Vírus.

Pureza de Bacabal

Em dezembro, estará nas telas de todo o Brasil o filme “Pureza”, protagonizado por Dira Paes, no papel de uma mulher que nasceu em Bacabal e deixou a cidade em 1993, em busca do filho Abel, aliciado para trabalhar como escravo numa fazenda do sul do país.

O eleitorado de Barreirinhas

O engenheiro Aparício Bandeira, secretário de Obras e Serviços Públicos de Barreirinhas, presenciou nas eleições municipais que lá se travaram, um fato nada comum e que a difere das demais cidades maranhenses.

Ao longo de toda a campanha eleitoral, os candidatos a prefeito e a vereador, não realizaram comícios, passeatas, caminhadas ou qualquer outro tipo de propaganda eleitoral, que perturbasse a vida da população ou sujasse a cidade.

Em Barreirinhas, nos dias atuais, disse-me Aparício, o povo só pensa em turismo e ganhar dinheiro.

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