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Brasil não terá vacinação em massa contra Covid-19 em 2021, diz OMS

Mariângela Simão, vice-diretora-geral da organização, defendeu que os grupos prioritários recebam o imunizante no primeiro momento contra o novo coronavírus; segundo ela, não terá vacina suficiente para toda a população
14/10/2020
Brasil não terá vacinação em massa contra Covid-19 em 2021, diz OMSMariângela Simão disse que o importante agora é imunizar aqueles que precisam em todos os países (Divulgação)

BRASÍLIA - A vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, afirmou, ontem,13, que é possível "ter certeza" de que o Brasil não terá uma vacinação em massa contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) já em 2021.

"Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para vacinar toda a população, então o que a OMS está orientando é que haja uma priorização de vacinar profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença associada", afirmou em entrevista à CNN Brasil.

Mariângela destacou ainda que "é razoável" imaginar que até o final de 2021, "com tudo correndo bem", existam "duas ou três vacinas aprovadas" contra a Covid-19.

"Eu diria que 2022 é um ano que vamos ter mais vacinas porque a gente está com tanta vacina em desenvolvimento... É provável que a gente tenha ainda outras vacinas que cheguem no ano que vem provando serem seguras e eficazes", pontuou.

A vice-diretora-geral da OMS defendeu que o importante, para o momento atual, não é imunizar todo mundo no país, mas sim "imunizar aqueles que precisam em todos os países", concluiu.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou o acordo de compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac da empresa chinesa Sinovac. O contrato firmado prevê a entrega das vacinas contra a Covid-19 até dezembro.

A intenção do governo do estado é começar a campanha de vacinação em São Paulo em 15 de dezembro, caso a vacina CoronaVac seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Já o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, garantiu que 30 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca, estarão disponíveis no País a partir de janeiro. A nova data é um adiamento do cronograma inicial, que previa a chegada da primeira metade de unidades ainda em dezembro e a segunda no primeiro mês de 2021.

Ontem, a americana Johnson & Johnson suspendeu temporariamente os ensaios clínicos de sua vacina contra o novo coronavírus "devido a uma doença inexplicada em um participante do estudo", disse a empresa. A fase 3 da vacina da Johnson & Johnson começou a recrutar voluntários no fim de setembro principalmente nos Estados Unidos, mas também na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México, no Peru, na África do Sul e também no Brasil.

Testes paralisados

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) confirmou ontem que foi comunicada pela Johnson & Johnson sobre a paralisação dos testes e disse que o estudo "continuará interrompido" no Brasil até que o efeito adverso no voluntário seja explicado.

O Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) e a Secretaria de Saúde da Bahia firmaram acordo para colaborar na distribuição no Brasil de 50 milhões de doses da vacina russa Sputnik V contra o novo coronavírus.

Segundo comunicado enviado à imprensa, o fornecimento de vacinas ao Brasil está previsto para começar em novembro de 2020, sujeito à aprovação regulatória do governo brasileiro, que levará em consideração os resultados de um estudo de vacinação pós-registro —que está sendo feito com 40 mil pessoas em território russo.

Taxa de letalidade
Cálculo feito com dados das secretarias regionais de Saúde revelou que a taxa de letalidade da Covid-19 no Brasil caiu quatro pontos porcentuais desde maio e passou de 6,9% para 2,9%.
O índice aferido no país é ligeiramente superior ao mundial, que está em 2,8%. Este cálculo é baseado na taxa de mortes em decorrência da doença sobre o número de diagnósticos confirmados, o que permite ter uma melhor ideia de sua gravidade e a eficácia dos tratamentos. A redução aponta ainda para o aumento do número de testes no Brasil, que permitiu um maior monitoramento da infecção, e revela que o país, hoje, sabe lidar melhor com a pandemia

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