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Última fase do "Missão Maranhão" leva ajuda às comunidades indígenas do estado

Somente na primeira fase foram 3.800 atendimentos em aldeias do Maranhão; última fase do projeto iniciou nesta terça-feira (29)
Com informações da assessoria 01/10/2020 às 11h46
Última fase do "Missão Maranhão" leva ajuda às comunidades indígenas do estadoLuís Oliveira/SESAI-MS

São Luís – Com o objetivo de intensificar o combate à Covid-19 no Maranhão, os Ministérios da Defesa e da Saúde estão realizando a “Missão Maranhão”, que tem levado atendimento especializado a indígenas do estado. Em atividade desde o dia 14 de setembro, a ação se encerrará no dia 6 de outubro, na sua terceira e última fase.

Na terça-feira, 29, teve início a última fase da campanha, com um total de 26 profissionais de saúde que atuarão junto a mais de 12 mil indígenas. Neta etapa, a missão conta com uma equipe de saúde multidisciplinar das Forças Armadas, que assistirá à população indígena, em sua maior parte da etnia Guajajara, que vive ao leste da cidade de Imperatriz (MA). Como nas missões anteriores, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem da Marinha, Exército e Aeronáutica, oriundos de várias partes do País, reforçarão o atendimento de saúde nos Polos Bases da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

Veterinários do Exército, estão participar da missão realizando um levantamento das condições higiênico-sanitárias das aldeias, e atuando na prevenção e controle de zoonoses (como a raiva, leishmaniose “calazar”, verminoses, entre outras doenças transmissíveis) dos animais de estimação dos locais. Também, farão vacinação e vermifugação de animais.

Os profissionais das Forças Armadas ficarão alojados, durante toda a operação, no 50° Batalhão de Infantaria de Selva, localizado em Imperatriz, que é o responsável pelo suporte logístico da missão. A Organização Militar servirá de base para a equipe que, com o apoio das aeronaves Super Cougar, da Marinha, Caracal, do Exército, e Jaguar, da Força Aérea, realizará deslocamentos diários para as aldeias Zutiuá, Juçaral, Urucú-Juruá, Morro Branco e Bacurizinho. A estimativa é de que sejam beneficiados cerca de 12 mil indígenas na região

1° Fase

A primeira etapa da campanha, que durou uma semana de 14 a 21 de setembro, contou com 23 militares que realizaram mais de 3.800 atendimentos, entre triagens, consultas e testes para Covid-19. Dentre os profissionais de saúde estavam ginecologistas, pediatras, infectologistas, clínicos gerais, enfermeiros e técnicos de enfermagem, oriundos de Organizações Militares de Brasília (DF), do Rio de Janeiro (RJ), de Belém (PA), de Belo Horizonte (MG) e de São Luís (MA). Na área coberta nessa primeira fase, foram realizados atendimentos médicos nas Aldeias Escalvado, Porquinhos, Santa Maria, Três Irmãos e Manhumi, onde a população indígena era das etnias Canela e Guajajara.

Ao todo, foram realizadas 660 consultas de clínica médica, 331 ginecológicas, 236 atendimentos de pediatria e 134 com infectologistas, bem como diversas triagens. Além disso, foram executados 138 exames preventivos, 1.219 testagens para Covid-19 e nove evacuações de casos que inspiravam maiores cuidados.

2° fase

A segunda fase da missão ocorreu entre os dias 21 e 28 de setembro, que intensificou os atendimentos nas aldeias Axinguerendá e Ximborendá, do Polo Base Zé Doca; e Januária e Maçaranduba, do Polo Base Santa Inês, localizadas a cerca de 170 km do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS), situado na capital do Estado e base da operação.

Foram 7 mil indígenas da etnia Guajajara beneficiados nessa etapa, e 21 profissionais de saúde realizando consultas, testes, etc. Os militares ficaram baseados no 24º BIS e, por meio do apoio aéreo de helicópteros Cougar e Caracal, da Marinha e da Força Aérea respectivamente, serão transportados para as terras indígenas diariamente. A Organização Militar, que possui a denominação histórica de Batalhão Barão de Caxias, ficará responsável por todo o suporte logístico da missão.

SAIBA MAIS

Missão Maranhão

A primeira fase da Missão Maranhão, realizada de 14 a 22 de setembro, levou atendimento especializado de saúde a indígenas da região do entorno do Município de Barra do Corda, no estado do Maranhão. Foram realizados mais de 3.800 atendimentos, entre triagens, consultas e testes para Covid-19.

Na segunda fase, que teve início no dia 21 e foi finalizada no dia 28 de setembro, foram feitos cerca de quatro mil atendimentos nas aldeias Axinguerendá e Ximborendá, do Polo Base Zé Doca; e Januária e Maçaranduba, do Polo Base Santa Inês.

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