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IBGE divulga mapeamento de favelas em cidades do Maranhão

Levantamento apontou que São Luís é a capital com o 5º maior percentual de domicílios em aglomerados; dados auxiliam no combate ao coronavírus
20/05/2020
IBGE divulga mapeamento de favelas em cidades do MaranhãoPesquisa apontou Coroadinho como 10ª maior favela do país (Divulgação)

São Luís - O IBGE divulgou ontem (19) o levantamento Aglomerados Subnormais: Classificação preliminar e informações de saúde para o enfrentamento à Covid-19. A pesquisa apresenta o mapeamento e a estimativa de domicílios ocupados nos aglomerados subnormais, bem como as distâncias entre as comunidades e unidades de saúde.

As informações, produzidas para o próximo Censo Demográfico, adiado para 2021 em função da pandemia, foram cruzadas com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde.

A divulgação do mapeamento é preliminar e foi antecipada com o objetivo de fornecer à sociedade informações para o enfrentamento da pandemia. Os resultados definitivos só poderão ser disponibilizados na divulgação dos resultados finais do censo.

No Maranhão, foram identificados 221 Aglomerados Subnormais. Esses aglomerados estavam localizados em 18 municípios (8,3% dos municípios do estado).

São Luís tem o maior número de aglomerados subnormais do estado (95), seguida por São José de Ribamar (39) e Paço do Lumiar (32).

Quanto ao percentual de habitações localizadas em aglomerados subnormais em relação ao total de domicílios do município, a cidade de Raposa teve a maior proporção - 37,35% dos domicílios (totalizando 2.636 domicílios) encontravam-se em aglomerados. São Luís apresentou o segundo maior percentual (32,42%, totalizando 101.030 domicílios), e São José de Ribamar o terceiro (32,25%, totalizando 22.544 domicílios).

Definição

Os Aglomerados Subnormais, também conhecidos como favela, invasão, grota, baixada, comunidade, mocambo, palafita, loteamento, entre outros, são formas de ocupação irregular de terrenos públicos ou privados em áreas urbanas e, em geral, caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas que apresentam restrições à ocupação.
Comumente, os aglomerados têm grande densidade habitacional, o que dificulta o isolamento social e faciluta a disseminação da Covid-19.

De acordo com a estimativa, em 2019, no Brasil, havia 5.127.747 milhões de domicílios ocupados em 13.151 mil aglomerados subnormais. Essas comunidades estavam localizadas em 734 municípios, em todos os estados.

Entre os estados, o Maranhão tinha, em 2019, a 10ª maior proporção (7,85%) de domicílios em aglomerados subnormais, totalizando 144.625 domicílios.

Já entre as capitais brasileiras, o levantamento mostrou que São Luís apresentava a 5ª maior proporção de domicílios em aglomerados – 32,42% das habitações da cidade, estando atrás de Belém (55,49%), Manaus (53,38%), Salvador (41,83%) e Vitória (33,16%).

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