Estado Maior | COLUNA

Números contrastantes do MA

15/11/2019

A desigualdade social no Maranhão está mais evidenciada pelos dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há cerca de duas semanas, o órgão divulgou números oficiais que mostram que a extrema pobreza aumentou no estado. Já ontem, o instituto mostrou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) maranhense. Ou seja, as riquezas cresceram, enquanto o maranhense ficou mais pobre.
Pelos dados do IBGE, referentes a 2018, 53% da população do Maranhão está abaixo da linha da pobreza, sobrevivendo com cerca de R$ 400,00 por mês. Este dado é resultado do aumento do desemprego e da falta de ações para gerar emprego e renda para o cidadão.
Analisando o quadro social, seria possível imaginar que o estado estava ruim com suas riquezas, mas não. Ao somar todas as riquezas no Maranhão, que é o PIB, o estado aparece como o quarto maior PIB do Brasil.
Esta estatística do IBGE foi bastante comemorada nas redes sociais pelo governador Flávio Dino, seus secretários e seus aliados. Resultado de uma política de desenvolvimento econômico.
Na verdade, o PIB tem um protagonista: o Agronegócio, que pelo segundo ano consecutivo alavanca o PIB no estado.
Mas o Agronegócio não gera tantos empregos. Lá pelo campo, a produção é bastante mecanizada e, por isso, o crescimento do PIB não alcança a maior parcela da população.
Em resumo: há um claro aumento entre os ricos e os pobres, o que demonstra que num estado de governado comunista a concentração de renda é evidente.

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