Política | Audiência

Presidente da Caema confirma situação deficitária da empresa

Carlos Rogério Araújo foi convocado para audiência na Assembleia após crise hídrica em São Luís e revelou número do rombo na Companhia
Gilberto Léda27/06/2019

O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Carlos Rogério Araújo, confirmou ontem, durante audiência conjunta das comissões de Saúde, de Assuntos Municipais e de Obras e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, que a empresa, responsável pelo abastecimento d’água e pelo saneamento básico em todo o estado, está em péssima situação financeira.
Segundo ele, a Companhia tem R$ 800 milhões em dívidas a receber e, por isso, contratou três empresas para conseguir cobrar esses valores.
Carlos Rogério declarou, ainda, que atualmente o déficit mensal da Caema é da ordem de R$ 22 milhões – só com energia elétrica, são gastos R$ 9 milhões por mês, dos quais R$ 1,7 milhão são oriundos da operação do Sistema Italuís.
“Nós arrecadamos R$ 25 milhões, o governo faz um aporte de R$ 12 milhões e temos um custo de mais de R$ 50 milhões mensais. A conta não fecha”, destacou.
Segundo o presidente, a empresa possui 2,3 mil servidores, com folha de pessoal totalizando RS 10 milhões/mês. Cerca de 500 servidores antigos custam R$ 4 milhões. Seriam necessários investimentos de R$ 80 milhões para quitar as dívidas trabalhistas desses servidores, se fossem dispensados.
Carlos Rogério também falou sobre o principal problema que motivou sua convocação à Assembleia: a falta d’água, principalmente na capital. Há pouco mais de uma semana, aproximadamente 80 bairros de São Luís passaram pelo menos quatro dias sem abastecimento, após mais um rompimento da adutora do Italuís na BR-135.
Rompimentos como aquele acabam contribuindo para o desperdício de água, apontado pelo presidente da Caema como principal problema a ser enfrentado.
“O problema não é a falta de água. Água tem. Nossa deficiência está na perda, que equivale a 60%. Além disso, gastamos 56% com pessoal. Só o gasto com a conta de energia é de R$ 9 milhões mensais”, reafirmou.
Dados apresentados pelo presidente da Caema apontam que a média nacional de desperdício de água é de 37%. No Japão, são só 8% e em Israel, abaixo de 10%.

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