Estado Maior | COLUNA

Silêncio

23/01/2019

O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Luiz Gonzaga Martins Coelho, recorreu a um grupo de WhatsApp para se defender da acusação de nepotismo e abuso no gasto de diárias e passagens aéreas no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A denúncia foi formulada na semana passada pelo advogado Otávio Batista Arantes de Mello.
Na defesa, expressa aos colegas num fórum fechado a procuradores e promotores de Justiça do Maranhão, o procurador-geral Luiz Gonzaga rechaçou a suposta ilegalidade ou inconstitucionalidade na nomeação da esposa de um sobrinho em cargo de comissão no órgão.
“Reafirmo que nenhum ato administrativo em minha gestão é tomado fora dos limites legais e constitucionais”, disse.
Ele também afirmou ter adotado medidas “administrativas” e “judiciais”, numa referência às reportagens feitas sobre o tema, segundo ele, para “reparar” a verdade.
Ocorre que o procurador recebeu, desde o mês de dezembro, pelo menos três pedidos oficiais de nota, todos formulados por O Estado, antes mesmo da primeira publicação sobre o caso.
O último pedido foi feito no fim de semana, também antes da reportagem publicada na segunda-feira.
E mesmo assim o chefe do Ministério Público - órgão que tem como deveres o combate a qualquer forma de corrupção e o zelo pela probidade administrativa - optou pelo silêncio.
Um silêncio, portanto, consciente…

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