Estado Maior | COLUNA

Hora do diálogo

21/11/2018

Ao que tudo indica, o governador Flávio Dino decidiu deixar a política partidária de lado e assumir o papel de gestor, de representante dos maranhenses no Poder Executivo. O comunista vai ao Fórum de Governadores do Nordeste que incialmente teria a presença do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), mas agora foi substituído pelo futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro.
De fato, a situação não é das mais confortáveis. Primeiro porque a Região Nordeste deu a maioria dos votos para Fernando Haddad e, claro, devido a atuação dos governadores dos estados da região.
Outro desconforto se deve à posição política da maioria dos governadores que faz parte da esquerda.
Já o último desconforto atinge diretamente o governador do Maranhão que decidiu - claro, somente no segundo turno, porque não queria perder os votos de quem estava com Bolsonaro no primeiro - atacar de todas as formas o então candidato do PSL à Presidência da República.
E para piorar, decidiu buscar atenção nacional (para tentar se firmar como uma nova liderança de esquerda no Brasil) postando em redes sociais ataques constantes ao presidente eleito. Mesmo sem respostas, Dino passou a maior parte do tempo debochando das ações de transição de Bolsonaro.
O que Flávio esqueceu é que ele é governador e agora terá de sentar à mesa do seu adversário partidário e assumir o papel de gestor. E o que se espera é que Bolsonaro também se vista desse mesmo papel e deixe as questões da esquerda e da direita de lado, para assim os dois agirem a favor do Maranhão.

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