Cidades | Risco

Chuvas intensas preocupam moradores de áreas de risco

No Sá Viana, por exemplo, morador já começou a preparar um muro de proteção, por conta própria, temendo o deslizamento de terra do morro próximo de onde fica a sua casa; previsão de chuvas em fevereiro é de 373 milímetros
Robert W. Valporto / O Estado09/02/2018
CASAS que ficam sobre os morros, no Sá Viana, causam preocupação no período de chuva

Com as últimas chuvas, os moradores de áreas de risco começaram a se preocupar com as suas casas e a possibilidade de desmoronamento. No Sá Viana, por exemplo, alguns estão tomando a inciativa para se prevenir.

No bairro, algumas casas ficam localizadas em morros e muitas à beira de uma barreira, podendo facilmente ter a estrutura afetada em situações de deslizamento de terra.

Essa situação está preocupando os moradores. É o caso de Raimundo de Jesus Penha, de 49 anos, que mora em frente a uma barreira. Ele e outros que residem ali estão preocupados com as chuvas. “A minha casa, mesmo, fica do outro lado da rua. Mas em frente há o risco muito grande desse barro do morro descer e as casas serem prejudicadas”, disse.

Segundo Raimundo Penha, a casa de um de seus vizinhos já sofreu avarias por causa de deslizamento. “A casa do moço que mora aí em frente já teve partes derrubadas depois de uma chuva que fez com que parte do morro deslizasse”, lembrou.

Ação própria
Alguns moradores daquela área disseram que membros da Defesa Civil estiveram no local há mais ou menos 2 anos, e apenas perguntaram àqueles que residem nas áreas que são consideradas de risco, como era o seu dia a dia.
Foi depois dessa visita que Ronilson Costa Viegas, de 38 anos, que é morador da Rua Militana Ferreira, também no Sá Viana, decidiu por conta própria intervir na situação do seu terreno.

“Eu fui ganhando uns pedaços de concreto do meu chefe, que eram sobra na empresa, e estou me preparando para fazer uma espécie de muro de proteção, para evitar ter problemas depois. Se não for assim, por minha conta mesmo, não vejo alternativas”, frisou.

Situação é perigosa por causa das chuvas

A Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania, por meio da Defesa Civil Municipal, informou que, através do mapeamento de áreas de risco, realizado todos os anos, monitora 60 áreas de risco na cidade, que estão divididas em Área 1: Centro Histórico; Área 2: Coroadinho; Área 3: Vila Palmeira; Área 4: Eixo Bacanga, Área 5: Zona Rural 1; Área 6: Cohama/ Turu e Área 7: Zona Rural 2. Todos os bairros que estão nesse mapeamento são monitorados constantemente por agentes da Defesa Civil Municipal, que orientam as famílias residentes nesses locais e avaliam também o tipo de sinistro de cada região, avaliando se estão enquadrados em risco alto, médio ou baixo.

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