Política | Câmara de São Luís

Confusão entre vereadores evidencia racha em base de prefeito na Câmara

Honorato Fernandes e Beto Castro, dois governistas, trocaram acusações devido às denúncias de renúncia fiscal do município em benefício ao secretário de Governo de Edivaldo Júnior, Lula Fylho
Carla Lima Subeditora de Política06/07/2017 às 13h25
Confusão entre vereadores evidencia racha em base de prefeito na CâmaraEdivaldo Júnior já não tem mais a mesma base de aliados formada pela maioria de vereadores (Flora Dolores / O ESTADO)

Confusão recente entre dois vereadores de São Luís durante sessão na Câmara Municipal ocorrida na quarta-feira, 5, evidenciou enfraquecimento na base aliada do prefeito da capital, Edivaldo Júnior (PDT). Honorato Fernandes (PT) e Beto Castro (Pros), dois governistas, trocaram acusações devido a denúncias relacionadas ao titular da Secretaria Municipal de Governo (Semgov), Lula Fylho.

Nas duas últimas semanas, a postura de parte dos vereadores aliados de Edivaldo Júnior chamou atenção. Após denúncias de que Lula Fylho obteve “perdões ilegais” de dívidas fiscais na Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), muitos parlamentares preferiram adotar a postura crítica a gestão municipal cobrando apuração do caso.

As cobranças levaram até a ida do titular da Semfaz, Delcio Rodrigues, a Casa para reunião de portas fechadas com os vereadores.

Entre os vereadores que cobraram apuração das denúncias de evasão fiscal em são luís está o petista Honorato Fernandes. Mesmo com o discurso de cautela sem criticar Lula Fylho diante das acusações, Fernandes sempre pediu posição do prefeito para que o caso fosse apurado.

E, segundo apurou O Estado, foi a postura do vereador do PT durante reunião com o titular da Semfaz. Honorato Fernandes além de cobrar respostas para as acusações de evasão fiscal, também se posicionou sobre as relações políticas entre Câmara e os auxiliares do prefeito Edivaldo Júnior.

Devido a esta postura, Honorato acabou se desentendendo com o colega Beto Castro com quem trocou acusações acaloradas. Castro disse que Honorato se beneficiou de emenda de R$ 1 milhão. O petista revidou e disse que crime é ter três identidades.

Sobre a emendas, Beto castro fez referência a emenda de Honorato Fernandes destinada ao Carnaval de Passarela de São Luís em 2017. A festa ocorreu somente porque o vereador destinou a verba. A festa, na época, poderia não ocorrer por falta de verba.

Já sobre o fato de Beto Castro ter mais de uma identidade, Honorato fez referência ao fato de Castro ter sido processado pelo seu suplente na legislação passada, Paulo Roberto Pinto, o Carioca, por ter dois documentos de identidade e dois títulos eleitorais. Carioca acusou Beto Castro de falsidade ideológica. No fim, o vereador do Pros foi inocentado pela Justiça Eleitoral.

Racha – Beto Castro se defendeu alegando ser amigo de Lula Fylho e que não gostou da postura do colega de parlamento.

No entanto, fora essa desculpa, o que ocorre na Câmara de São Luís é um racha na base de Edivaldo Júnior. Parte dos até agora aliados do prefeito se demonstram insatisfeitos com a gestão, principalmente, em relação a postura de secretários municipais.

Durante sessões na Casa, é comum ouvir vereadores reclamarem que não são atendidos pelos auxiliares de primeiro escalão do prefeito da capital.

Entre os nomes mais citados pelos parlamentares está Lula Fylho, segundo homem da Prefeitura.

Mais

Outro motivo pra o racha na base são as articulações para a eleição da mesa diretora. O chamado quarteto do pedetista (vereadores Osmar Filho, Ivaldo Rodrigues e Pavão Filho - todos do PDT - e ainda Pedro Lucas Fernandes - PTB) já articulam chapa para disputar o pleito, que deverá ocorrer no fim deste ano.

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