Cidades | Desconsideração

Turistas reclamam da ausência de avisos sobre a sujeira das praias de SL

Segundo visitantes entrevistados por O Estado, não há avisos claros que apontam os níveis de impureza das praias da cidade. Sema afirma que placas estão fixadas nos principais pontos.
Thiago Bastos / O Estado 01/05/2017
Turistas reclamam da ausência de avisos sobre a sujeira das praias de SLVários visitantes estiveram curtindo o sol, na manhã de ontem, na praia do Calhau. (De Jesus / O ESTADO)

SÃO LUÍS - Os turistas que ainda visitam São Luís reclamam da ausência de avisos sobre os níveis de impureza das praias da Ilha que, de acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), estão todas sujas. Devido à falta de informação, alguns visitantes se arriscam e banham na orla da Região Metropolitana. Em contrapartida, foi considerada grande a movimentação de pessoas ontem (30) nas principais praias da Grande Ilha.

“Confesso que estava aqui e vi outras pessoas banhando, no entanto, nunca imaginei que tivesse este nível de sujeira” Marcelo Fontana, empresário oriundo de São Paulo (SP)
Na Praia do Calhau (cujos pontos monitorados pela pasta estadual são considerados impróprios, conforme laudo divulgado no dia 26 de abril deste ano), vários visitantes estiveram curtindo o sol, na manhã de ontem (30), e não sabiam dos altos graus de coliformes fecais da água. “Confesso que estava aqui e vi outras pessoas banhando, no entanto, nunca imaginei que tivesse este nível de sujeira”, disse o empresário oriundo de São Paulo (SP), Marcelo Fontana.

Já a também turista da capital paulista, Cláudia Costa, disse a O Estado que estava decepcionada com a informação sobre a poluição das praias de São Luís. “A capital maranhense possuía uma imagem que, para mim, ficou bem manchada depois que aqui cheguei”, disse. Ela afirmou ainda que não recomendará aos amigos e familiares uma nova visita à capital maranhense.

Turistas locais

Pessoas que residem no interior do estado e que aproveitaram a véspera de feriado para visitar São Luís também não gostaram de saber das recomendações que não sugerem o banho no mar. “Estou vindo de São João Batista com a minha família e confesso que fiquei chateada ao saber que não vou poder banhar no mar”, disse a professora Francinete Almeida, que esteve ontem na Praia da Ponta d´Areia com a família dela.

Já a também professora Socorro Melo, que veio da cidade de Buriti (MA), tem uma opinião diferente. Para ela, as principais capitais brasileiras apresentam o problema de balneabilidade. “Eu não sei porque as pessoas fazem disto um problema. É apenas não banhar, e pronto!”, opinou.

Relembre

Após ser cobrada por O Estado pela ausência dos laudos que atestam as condições da orla da Região Metropolitana, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) divulgou no dia 26 do mês passado (com 13 dias de atraso), em seu site oficial, o relatório de balneabilidade das praias. O atraso na emissão dos laudos pela Sema foi justificado em nota, encaminhada pela própria pasta. Segundo a Sema, a demora na divulgação do documento ocorreu em virtude de “problemas no site oficial”. A pasta informou ainda que os laudos das próximas semanas serão divulgados no próprio site.

Em outubro do ano passado, durante audiência pública – liderada por deputados estaduais, dentre eles, Adriano Sarney (PV) na Assembleia Legislativa do Maranhão (AL), o Governo do Estado (por meio das direções da Sema e da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão) foi cobrado sobre os métodos usados para a elaboração dos laudos. Estes métodos foram também alvos de críticas por pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Praias monitoradas

Ponta d´Areia

São Marcos

Calhau

Olho d´Água

Meio

Araçagi

Fonte: Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema)

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