Especial | Viva mais

Gravidez e alimentação

Grávidas não devem fazer dieta para emagrecer, mas com orientação podem e devem comer saudável e dentro de suas preferências
30/07/2016
Gravidez e alimentaçãoKarine Baldez e Giovanna um dia depois do parto (Divulgação)

A jornalista Karine Baldez não come carne, laticínios e derivados há pelo menos 3 anos. Quando engravidou, todo mundo se preocupou com a saúde do bebê, afinal, diz o senso comum que apenas a carne pode oferecer alguns nutrientes fundamentais para o desenvolvimento de uma criança. Alguns nutrólogos se recusaram a lhe recomendar uma dieta baseada em suas preferências.

Uma especialista, no entanto, topou o desafio e desenvolveu a dieta para o período gestação de Karine. A médica fez substituições. No lugar do leite, buscou cálcio em leguminosas verdes. Ferros e proteínas foram encontrados em feijão, lentilha, grão de bico, ovos de galinha caipira e peixes. O resultado foi uma gestação livre de anemias e situações decorrentes do período, além de um pós-parto mais rápido e menos problemático, ainda mais para ela que fez uma cesariana. Um dia depois já estava de pé. “Nem parecia que eu tinha feito uma cirurgia”, conta.

A mesma condição saudável pode observada na pequena Giovanna, que nasceu com belos 3,350 kg e 50 cm. Vinte dias depois do nascimento, ela seguia com um desenvolvimento bastante satisfatório, acima até mesmo de outras crianças de sua idade, e o melhor, sem apresentar cólicas.

Pós parto

Isso porque, além da dieta durante a gravidez, uma outra foi elaborada para o período pós-parto, visando justamente o bem-estar da criança, que nos seis primeiros meses vai viver exclusivamente do leite materno. Por isso, além do leite e seus derivados, que Karine já não comia, ela cortou mariscos, cacau e derivados, algumas frutas cítricas, e até mesmo o material utilizado em panelas: nada de teflon.

A nutróloga Emanuelle Samary explica que mulheres vegetarianas e veganas quando bem orientadas não têm problema algum durante a gestação.

As gestantes adeptas desse estilo de alimentação ainda costumam ter menos riscos de hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. “É fundamental que toda gestante seja acompanhada para adequar às necessidades alimentares da gestação e identificar eventuais carências”, explica.

A nutróloga Emanuelle Samary explica que grávidas não devem fazer dietas para emagrecimento, mas sim ter hábitos alimentares saudáveis, assim como resto da população. Ela diz ser importante que a gestante faça uso de alimentos de verdade, que forneçam uma quantidade regular de nutrientes, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas, fibras prebióticas, como biomassa de banana verde.

“Como existe uma menor utilização periférica da glicose na gestação, deve-se atentar para alto consumo de carboidratos rápidos (simples) de alto índice glicêmico. Sempre consumir o carboidrato com fonte de proteína ou gordura, proteínas de alto valor biológico e ácidos graxos essenciais como o ômega 3, por exemplo”, explica.

Ela também ressalta que se deve dar preferência a alimentos orgânicos, variar bem legumes e verduras, inserir salada verde crua no almoço e jantar, dar preferência para frutas com casca e bagaço, consumir semente de linhaça hidratada ou triturada.

Mais

- Grávidas devem evitar alimentos de difícil digestão: leite e derivados, trigo, soja. Limitar ao máximo açúcar, bolachas, pão branco, alimentos industrializados e embutidos. Refrigerantes, alimentos diet/light. Cortar alimentos crus, como ovos, peixes (sushis), carnes. Evitar proteína animal à noite para diminuir sensação de plenitude gástrica, gases, distensão abdominal.

- Para as diminuir as náuseas é só aumentar ingestão de líquidos (cerca de 2-3 litros por dia), gengibre mastigado também ajuda. Se a mãe tiver carência de B6 pode ser necessário suplementação para diminuir a náusea. Cuidado com suplementação com sulfato ferroso, óxido de zinco, carbonato de cálcio. Pois pioram obstipação. Para adoçar, dar preferência ao açúcar mascavo ou adoçante a base de stevia. Quanto aos suplementos, se atentar ao ferro, não esquecendo de verificar zinco e cobre, suplementar com EPA + DHA.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte