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Conheça experiência de quem emagreceu praticando a corrida

Juntos, Aretha Cunha e Fabrício Belchior perderam 42,5 quilos praticando a atividade
30/07/2016
A tradicional corrida do Sesi acontecerá neste domingo

Aretha Machado Cunha e Fabrício Belchior não se conhecem, mas passaram por experiências semelhantes. Jovens e sofrendo de obesidade (e com os problemas decorrentes dela, como baixa autoestima, resistência insulínica e etc), recorreram à corrida e a reeducação alimentar para conseguir emagrecer. Ganharam saúde e disposição, mas acima de tudo descobriram a cada passo dado o prazer de correr e a alegria de ter a adrenalina correndo nas veias.

Os dois já haviam tentado eliminar o excesso de peso com dietas. Todas sem sucesso. Com a corrida, ela perdeu 22kg em 11 meses. Ele, 20,5kg em um ano. “Eu já passava longe de espelho, não queria mais tirar fotos, comprava roupas muito grandes para me esconder e tantas outras coisas que camuflassem aquele momento. Eu estava infeliz”, conta Aretha Cunha. “Eu me matriculei na assessoria e fui indo meio sem expectativa nenhuma. Depois de um mês, fui vendo os resultados devagar e comecei a me empenhar”.

Para Fabrício Belchior, o processo foi semelhante. “Eu havia tentado correr intercalando com a caminhada antes, porém sem comprometimento, e não tive sucesso. Em julho de 2015, a corrida entrou na minha vida única e exclusivamente para atingir meus objetivos de emagrecimento. Depois que comecei a ver os resultados e, consequentemente melhorar a performance, passou a virar um esporte”, relata.

Além da perda de peso, os jovens contam ter conseguido muitos outros benefícios com a corrida. “A corrida trouxe melhoria da qualidade do sono, disposição, controle de outros marcadores bioquímicos que estavam também alterados, como colesterol, Vitamina D e Cortisol”, lista Fabrício. “Se como mal um dia ou durmo pouco, corro mal no outro dia. A corrida me deu muita consciência sobre mim e meus hábitos”, completa Aretha.

“Comecei a aproveitar a vida com mais responsabilidade”

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Aretha Machado Cunha,
30 anos – 22 kg perdidos

“Ano passado, eu estava passando férias nos EUA com meu marido e um dia fui me pesar, quando vi estava com 94 kg e não me reconhecia. Eu já passava longe de espelho, não queria mais tirar fotos, comprava roupas muito grandes para me esconder e tantas outras coisas que camuflassem aquele momento. Eu estava infeliz. Nunca fui muito boa com dietas e nem gostava de praticar nenhum esporte, por isso nenhum método para emagrecer antes deu certo.

Eu me matriculei na assessoria (de corrida) e fui indo meio sem expectativa nenhuma. Depois de um mês fui vendo os resultados devagar e comecei a me empenhar. Cheguei a ganhar um concurso de emagrecimento na assessoria. Isso foi a confirmação de que esse é meu esporte. A corrida no começo parece ser muito difícil, dolorosa, mas depois é uma vira paixão.

A corrida me trouxe um preparo físico que eu nem sonhava que podia ter. Fiquei muito mais vaidosa comigo mesma, comecei a amar meu corpo e aproveitar a vida com mais responsabilidade. Se como mal um dia ou durmo pouco, corro mal no outro dia. A corrida me deu muita consciência sobre mim e meus hábitos.

A corrida fez com que eu me apaixonasse por outros esportes também. Hoje, faço ballet e jazz.
Ainda continuo no processo de emagrecimento. Esse é meu objetivo, mas hoje penso diferente de antes, corro porque amo correr, e emagrecer vem como uma consequência.”

“Não sinto mais vergonha do meu corpo”

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Fabricio Belchior,
26 anos – 20,5 kg perdidos

“Comecei a correr para emagrecer e reverter o problema da resistência à insulina e colesterol desregulado. Os benefícios foram vários, além do principal, que era o emagrecimento, melhorei a qualidade do sono, a disposição no dia a dia e até meu rendimento profissional. Minha altura é 1,68m e meu peso, em julho de 2015, era 92,5kg. Hoje, peso 72kg.

Já havia tentado fazer dieta por conta própria, sem exercício, porém, sem sucesso. Em julho de 2015, a corrida entrou na minha vida única e exclusivamente para emagrecimento. Tinha dia que achava até monótono, que o tempo demorava para passar. Depois que comecei a ver os resultados, e consequentemente melhorar a performance, passou a virar um esporte.

No começo, eu queria que não chegasse a 'hora do exercício', hoje é uma das partes preferidas do dia, às vezes até desmarco compromissos para não perder a corrida. Meu peso me incomodava e estava com a autoestima baixa. É até difícil encontrar uma foto do antes, pois eu 'fugia'. Hoje, além de saúde, tenho disposição e não sinto mais vergonha do meu corpo”.

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