O Mundo | Plebiscito

União Europeia está determinada a se manter unida, diz Tusk

Apesar do resultado no Reino Unido, presidente do Conselho Europeu garantiu que os líderes das outras 27 nações querem permanecer unidos
Estadão Conteúdo24/06/2016 às 08h09
União Europeia está determinada a se manter unida, diz TuskDonald Tusk, presidente do Conselho Europeu, acredita na UE (Reprodução)

LONDRES - O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que os líderes das outras 27 nações que formam a União Europeia estão determinados a se manterem unidos, apesar do resultado da votação no Reino Unido - campanha pela saída do grupo europeu venceu com 17,410 milhões de votos ou 51,9% do eleitorado. Tusk diz ter entrado em contato com todas as capitais após o resultado do plebiscito, que ele descreveu como "sério e dramático", mas garantiu que o bloco está preparado para esse "cenário negativo".

"Hoje, em nome de 27 líderes, eu posso dizer que estamos determinados a manter nossa unidade como 27. Para todos nós, a união é a estrutura comum para nosso futuro", comentou. Ele ainda destacou que não deveria haver nenhuma "reação histérica" e que os procedimentos legais estão claramente definidos nos tratados da União Europeia para um país deixando o bloco. "Até que o Reino Unido saia formalmente, as leis da União Europeia continuarão sendo aplicadas ao país," disse.

Tusk afirmou ter oferecido a possibilidade de uma reunião informal com os líderes dos 27 países da UE, paralelamente à cúpula que acontecerá na próxima semana, para discutir mais procedimentos e lançar uma "ampla reflexão sobre o futuro da nossa união". Os líderes da UE devem se reunir nos dias 28 e 29 deste mês em Bruxelas, para discutir o resultado da votação no Reino Unido e outros assuntos.

Renúncia - ​O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que irá deixar o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, após o país ter votado pela saída da União Europeia em plebiscito histórico realizado ontem. Cameron afirmou que poderá permanecer no posto pelos próximos três meses, deixando a cadeira em outubro, quando acontece a conferência anual de seu partido.

"Eu irei fazer tudo que puder como primeiro-ministro para firmar o navio durante as próximas semanas e meses, mas eu não acho que seria certo para mim tentar ser o capitão que orienta nosso país para seu próximo destino", disse em pronunciamento, acrescentando que irá participar da cúpula da União Europeia na próxima semana para explicar sua decisão.

Ele ainda destacou que o plebiscito foi um "exercício gigante de democracia" e que a vontade do povo britânico deve ser respeitada. "Não pode haver dúvidas sobre o resultado do plebiscito", pontuou. "Há momentos em que é certo perguntar para as pessoas o que elas querem."

A economia britânica, segundo Cameron, é forte. Ele ainda ressaltou que será assegurado aos britânicos que vivem na União Europeia e aos europeus no Reino Unido nenhuma mudança a princípio.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte