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Maranhão tem a pior proporção de médicos especialistas por número de habitantes

Índices do estado estão abaixo da média nacional, que é de 119 médicos por 100 mil habitantes; números foram divulgados pelo Ministério da Saúde
29/04/2016 às 16h31
No Maranhão são apenas dois oftalmologistas para cada 100 mil habitantes

SÃO LUÍS - De acordo com a versão definitiva do Cadastro Nacional de Especialistas, lançado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (29), o Maranhão tem a pior proporção do país de médicos especialistas por número de habitantes. O atendimento médico especializado está proporcionalmente mais concentrado nas regiões Sudeste e Sul.

No estado, são 32 especialistas para cada 100 mil habitantes. Os índices estão abaixo da média nacional, que é de 119 médicos por 100 mil habitantes. Após o Maranhão as unidades da federação com os números mais ruins são Pará (42), Acre (51) e Amazonas (56).

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Os números de médicos por especialidade no país e nos estados seguem tendência similar. Ao analisar especialidades prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), fica evidente a disparidade entre as regiões e estados, bem como a falta de especialistas em todo o país em algumas áreas da Medicina. Anestesiologia, por exemplo, apresenta quadro significativo de escassez no Maranhão, que conta com 126 médicos, mas tem o índice mais baixo entre todos os estados brasileiros, de apenas 1,8 anestesiologias para cada 100 mil pessoas.

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Outras especialidades com quadros graves são a oftalmologia e psiquiatria. No primeiro caso, os estados com menores proporções são Acre (1,7), Maranhão (2) e Amapá (2,1). Já a psiquiatria também apresenta aguda escassez: em todo o país são apenas 4,5 médicos para cada 100 mil habitantes. Esse índice nacional é mais de três vezes menor que a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é 15,6 psiquiatras/100 mil habitantes – e é inferior a ele em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

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Regiões

Mais da metade dos médicos com especialidades (54%) estão localizados na região Sudeste, com proporção de 154 por 100 mil habitantes. As regiões Sul e Centro-Oeste apresentam, ao lado do Sudeste, altas proporções de especialistas por 100 mil habitantes: são, respectivamente, 145 e 134. Já o Nordeste do país se aproxima da realidade da região Norte e conta com apenas 68 médicos com especialidades por cada 100 mil habitantes. O Cadastro Nacional de Especialistas foi criado para fornecer um diagnóstico correto da distribuição dos médicos com título de especialista ou residência no país. Os dados enfatizam a importância de se implementar ações que promovam maior equidade entre as regiões.

Entre as unidades federadas, destaca-se pela alta proporção desses profissionais o Distrito Federal, que tem o maior índice do país – de 275 especialistas por 100 mil habitantes, mais que o dobro do número nacional. Isso é o motivo, inclusive, do bom desempenho do Centro-Oeste, uma vez que os demais estados da região apresentam dados mais baixos e próximos da média nacional – 104, 115 e 87 são os números de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

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