Polícia | Ultraleve

Cremado corpo do advogado Júlio César

Corpo da vítima foi encontrado por equipes de buscas em estado avançado de decomposição; ele estava desaparecido desde o dia 9
O Estado Online15/02/2016
Cremado corpo do advogado Júlio CésarAdvogado Júlio de Moraes/Divulgação (Divulgação)

SÃO LUÍS - O corpo do advogado Júlio César de Moraes, de 61 anos, foi cremado ontem, de acordo com pessoas próximas à família, para atender a um pedido feito por ele. As cinzas deverão ser lançadas ao mar. Ele estava desaparecido desde a terça-feira de Carnaval, 9, quando saiu acompanhado do amigo José do Vale Filho para um passeio de ultraleve.

As equipes de busca encontraram o corpo de Júlio César no fim da tarde de sábado (13) nas proximidades da cidade de Anajatuba, em área distante 150 metros da costa. Além do Instituto Médico Legal (IML), a informação também foi confirmada por pessoas próximas aos familiares da vítima.

Ainda segundo o Destacamento do Controle do Espaço Aéreo de São Luís, até o fechamento desta edição, o outro advogado, José do Vale Filho, ainda não havia sido localizado. As buscas foram reiniciadas ontem, 14, por volta das 6h, e se concentrariam a partir do igarapé onde foi localizado o corpo de Júlio César, na direção norte, distante 100 metros da margem.

Após a localização do corpo de Júlio César, o corpo foi removido e, em seguida, transferido para a capital maranhense, onde foi periciado no início da noite de sábado, 13, no IML. No local, constatou-se que o corpo estava em estágio avançado de decomposição e inchado. O reconhecimento somente foi possível, por cicatrizes recentes adquiridas pelo advogado oriundas de cirurgias feitas por ele na região da cabeça e de um dos braços.

Segundo um dos integrantes da equipe de buscas, Beto Rush, que coordena o Clube do Jet Ski – que auxilia Marinha, Capitania dos Portos, Centro Tático Aéreo e Corpo de Bombeiros no trabalho – o corpo foi encontrado próximo à localização dos destroços do ultraleve. “Como houve também um compromisso de ampliação das áreas de busca, foi possível o resgate”, disse.

O comandante do Destacamento do Controle do Espaço Aéreo de São Luís, major Fernando Curvo, disse que a localização do corpo da vítima somente foi possível pelo trabalho de reconhecimento da área de busca e pela análise das condições climatológicas da região. “Fizemos um mapeamento da área e tivemos incessantes horas de voo e de inspeção da área via mar para conseguir finalizar parcialmente o trabalho. Infelizmente para nós uma das pessoas veio a óbito”, disse.

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