Em São Luís

Sindicato afirma que ônibus vão parar de circular em São Luís no domingo de Carnaval

Entidade informou que funcionários farão greve geral por causa de atraso no pagamento dos salários
O Estado Online05/02/2016 às 09h51
Sindicato afirma que ônibus vão parar de circular a partir da meia noite do domingo

SÃO LUÍS - O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão anunciou nesta manhã de sexta-feira que, a partir da meia noite do próximo domingo (7), todos os funcionários das empresas de transporte da Região Metropolitana de São Luís entrarão em greve geral por tempo indeterminado. A entidade informou que a decisão, tomada após assembleia, após o não pagamento dos salários antes do início do Carnaval. O Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís (SET), reafirmou as empresas devem fazer o pagamento somente no dia 10.

Nesta quinta-feira (4), o presidente do sindicato, Isaías Castelo Branco, havia informado da possibilidade da paralisação.

“Já informamos nosso posicionamento ao SET. As empresas não podem causar esse tipo de transtorno aos seus colaboradores. Não vamos mudar nossa postura. Isso é um desrespeito a classe. Os empresários têm sempre essa conduta toda vez que se aproxima a data-base, período que é negociado o reajuste salarial da categoria. Estamos cansados desse tipo de situação. Se o dinheiro não cair na conta dos trabalhadores até essa sexta-feira (5), toda a categoria irá cruzar os braços, durante o período carnavalesco, isso significa que não haverá ônibus circulando em São Luís”, asseverou Isaias.

Ofício do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Maranhão

Segundo Castelo Branco, a Secretaria municipal de Trânsito e Transportes está ciente dessa situação e, segundo o líder sindical, cabe ao órgão tomar as devidas providências, como forma de evitar o transtorno para a população.

O superintendente do SET, Luís Cláudio Siqueira, informou que o sindicato patronal manterá sua decisão. Ele afirma que o adiamento do pagamento aconteceu em decorrência do aumento do salário mínimo e baixa arrecadação no período das férias. “Tivemos esse problema com o aumento do salário mínimo e com as férias. Não podemos mudar a postura. Mas, acredito que alguns empresários tentarão fazer esse pagamento para evitar maiores transtornos. Afinal de contas, com uma greve, todos são afetados”, explicou Siqueira.

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