Prejuízos

Rodoviários de São Luís ameaçam, mais uma vez, entrar em greve por tempo indeterminado

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, os membros da entidade realizaram ontem, quarta-feira (3), visitas aos pontos finais da capital
04/02/2016 às 10h00
Se problemas nos pontos finais não forem resolvidos, categoria cruzará os braços (ônibus)

SÃO LUÍS - Os rodoviários da Região Metropolitana de São Luís ameaçaram, mais uma vez, entrar em greve por tempo indeterminado. Dessa vez, o motivo seria a falta de condições adequadas de trabalho nos pontos finais espalhados pela capital.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, os membros da entidade realizaram ontem, quarta-feira (3), visitas aos pontos finais de São Luís. O primeiro a ser vistoriado pela comissão formada por diretores da entidade foi o da Praia Grande, ao lado do Terminal de Integração. No local o presidente do Sindicato, Isaías Castelo Branco, conversou com motoristas, cobradores e fiscais e constatou as dificuldades enfrentadas pela categoria.

A área, que também serve de treinamentos para futuros condutores de trânsito, não possui o mínimo de estrutura para ser ponto final, de acordo com o sindicato. Existem no local, duas guaritas, uma da empresa São Benedito e outra da 1001 Expresso. Para se abrigar do sol ou da chuva, o trabalhador é obrigado a permanecer dentro do ônibus.

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“Esse é só um exemplo da realidade dos inúmeros pontos finais da capital. Estamos batendo nessa tecla há muito tempo, pressionando os empresários, além do SET e SMTT, que os trabalhadores do transporte público necessitam de estruturas decentes, para que possam atuar na função com o mínimo de condições", disse o presidente da entidade

Ele afirmou, ainda, que se os problemas não forem resolvidos, a categoria entrará em greve por tempo indeterminado. "Nossa intenção é constatar todos esses problemas e encaminhar a situação para o Ministério do Trabalho e Emprego para que tomem as devidas providências. Se não tivermos uma resposta imediata, a categoria pode sim, cruzar os braços, até que todos esses transtornos sejam solucionados”, contou Isaías Castelo Branco.

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