Abandonado

Instalações do CRO são usadas por marginais

De acordo com informes de moradores adjacentes, confirmados por O Estado com a atual direção do Conselho de Odontologia, prédio serve de esconderijo para usuários de drogas
22/10/2015
Imóvel do CRO foi abandonado e é usado por marginais e drogados (Prédio)

A antiga sede do Conselho Regional de Odontologia (CRO) do Maranhão, localizado na Rua 1, no São Francisco, e cujas instalações estão abandonadas desde 2013, serve atualmente como esconderijo para criminosos e usuários de drogas. De acordo com moradores vizinhos, a falta de policiamento contribui para o uso indevido do prédio.

Segundo eles, a ocupação do prédio ocorre frequentemente durante a noite. “Já falamos com a polícia e, até agora, nada foi feito”, disse o aposentado Nonato Alencar, de 72 anos, que mora na Rua 1, ao lado da antiga sede do CRO. O Estado esteve no local, na tarde de ontem, e encontrou peças de roupas que seriam de usuários de drogas.

Outro morador próximo ao prédio e que preferiu não se identificar afirmou que já viu, várias ve­zes, pessoas pulando o muro do local. “Mesmo com essa proteção, tem gente que chega aqui e pula, para ficar do outro lado. Eles ficam mais a noite, mas durante o dia eu já vi pessoas por aí”, afirmou.

Segundo a atual direção do CRO, as obras de reforma no local – que seriam constituídas pela recuperação da fachada e construção de um auditório para pouco mais de 120 lugares – foram paralisadas pela empresa denominada Doumar Engenharia, que por possível falta de recursos, abandonou o serviço.

Ainda de acordo com a direção do CRO, em agosto de 2013, houve a rescisão de contrato firmado entre a Doumar e o Conselho, para a reforma da sede. “Desde então, estamos procurando uma nova sede para manter os nossos trabalhos”, disse o presidente do CRO, Marcos Pinheiro. De acordo com o dirigente, a sede provisória do CRO (localizada na rua das Avencas, no Jardim Renascença) é alugada. “Já propomos à Prefeitura, por meio da Secretaria de Urbanismo e Habitação, a permuta do terreno da antiga sede. Até agora, não houve retorno”, frisou.

POLÍCIA FAZ RONDAS

Nenhum representante da Doumar Engenharia foi localizado para tratar sobre o assunto. Sobre o uso do prédio por marginais, de acordo com a Polícia Militar (PM), rondas são efeitas diariamente no local, inclusive com a condução de pessoas encontradas no prédio às delegacias. Novas diligências serão feitas para impedir que a estrutura seja utilizada como esconderijo.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte