Outros crimes

Julgamento de assassino de Décio Sá é suspenso após solicitação do Ministério Público

MP quer laudo de droga e teste em arma; Jhonathan é acusado de porte ilegal de arma e tráfico e associação ao tráfico
11/08/2015 às 16h40
Audiência foi realizada por meio de videoconferência (décio sá)

Jhonathan de Souza Silva enfrentou na tarde desta terça-feira (11), no Fórum de São José de Ribamar, o julgamento por três crimes: porte ilegal de arma, tráfico e associação ao tráfico. Ele, que é assassino confesso do jornalista Décio Sá e condenado a 25 anos em regime fechado, pode pegar 20 anos de prisão. Ele foi preso em 2012 com crack, balança de precisão, colete a prova de balas e uma ponto 40, segundo informações apuradas nos autos do processo. Quatro policiais civis foram ouvidos como testemunhas. A audiência foi suspensa temporariamente. O juiz Antônio Fernando dos Santos Machado, da 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar, solicitou que fossem feitas novas diligências para a conclusão da instrução do processo. A solicitação de interrupção foi pedida pelo Ministério Público (MP), que quer ganhar embasamento para a sua manifestação. Foi pedido ao Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim) o laudo toxicológico para comprovar que a droga encontrada com Jhonathan se tratava de fato de crack. Será realizado também um teste de eficiência na arma de fogo que foi encontrada com ele no momento da sua prisão. Os resultados desses laudos devem estar prontos em um prazo de 30 dias.

Após a divulgação desses laudos, o Ministério Público apresentará as suas alegações finais assim como a defesa. A audiência ocorreu por meio de videoconferência, pois Jhonathan de Souza está preso em presídio federal de Campo Grande (MS).

Caso Décio Sá

Décio Sá, que era repórter da editoria de Política de O Estado e autor de um dos blogs mais acessados do Maranhão, acabou sendo executado com cinco tiros de pistola ponto 40 pelo matador de aluguel Jhonathan de Sousa Silva. Após o crime, o assassino foi transportado em uma motocicleta pilotada por Marcos Bruno Silva de Oliveira. Os dois foram condenados em fevereiro de 2014, a 25 anos e três meses e a 18 anos e três meses, respectivamente.

Em 13 de junho de 2012, a polícia realizou a Operação Detonando, que resultou na prisão de oito pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato do jornalista. Os detidos foram José Raimundo Sales Chaves júnior, o Júnior Bolinha; os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros; Elker Farias Veloso; o capitão da Polícia Militar, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita; Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha (solto em julho de 2013 por falta de provas); os empresários Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho, pai de Gláucio, que cumpre prisão domiciliar desde agosto do ano passado em razão do seu grave estado de saúde (ele é cardiopata).

Todos foram pronunciados a júri e recorreram da decisão, proferida pelo juiz Osmar Gomes, então titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, denunciado pelo Ministério Público por suposta participação no assassinato do jornalista não será levado a júri popular. Em outubro de 2013, o juiz Osmar Gomes impronunciou o acusado, por não verificar indícios suficientes que comprovem a autoria ou participação do advogado no crime.

A cobertura completa do julgamento você acompanha na edição impressa desta quarta-feira (12) de O ESTADO.

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