Proliferação

Região Cohab/Cohatrac tem mais notificações de casos de dengue

Somente este ano, em São Luís, foram registrados 422 casos da doença e 57 deles foram na área Cohab/Cohatrac; foi contabilizado um óbito e outras quatro mortes estão sob suspeita de terem sido provocadas por dengue na capital
Leandro Santos15/05/2015
Água se acumula em pneu velho descartado em lixão e vira criadouro de mosquito transmissor da dengue/BIné Morais (dengue)

A região Cohab/Cohatrac é a área em São Luís que mais apresenta casos de dengue. Foram mais de 50 notificações registradas este ano na localidade, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semus). Este ano, em toda a capital maranhense, foram registradas mais de 400 notificações da doença.

Tradicionalmente, a área do São Francisco apresentava a maior quantidade de casos de dengue. Este ano, por exemplo, já foram registradas na localidade 47 notificações da doença. Contudo, os dados da Semus mostram que na região Cohab/Cohatrac foram registrados 57 casos da doença.

A proliferação de lixões na região Cohab/Cohatrac pode ter sido uma das causas que fizeram aumentar os casos de dengue na área. Com as fortes chuvas que atingem São Luís, restos de móveis e objetos descartados no lixo acumulam água, tornando-se local ideal para o mosquito transmissor da dengue depositar seus ovos.

Casos - Segundo as estatísticas da coordenação de Controle da Dengue da Semus, em São Luís, este ano, foram registradas 422 notificações da doença no período de 1º de janeiro a 29 de abril. No ano passado, foram 970 casos.

Além disso, os dados mostram que este ano já houve um óbito, que aconteceu por causa de graves complicações de saúde provocadas pela doença. E outras quatro mortes ainda estão sob a suspeitas de terem sido provocadas por dengue.

No ano passado, São Luís entrou para a lista das capitais brasileiras que estavam em estado de alerta para uma possível epidemia de dengue, conforme o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) feito pelo Ministério da Saúde (MS). A pesquisa foi considerada um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, possibilitando aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção da doença.

Nacional - De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o Brasil enfrenta uma epidemia de dengue, uma vez que o número de casos identificados no país se enquadra no critério de epidemia definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes, conforme informou ontem o ministro Arthur Chioro.

Até o dia 18 de abril deste ano, foram registrados 745.957 casos de dengue no país. A incidência da doença chega a 367,8 casos para cada 100 mil habitantes. A Região Sudeste apresentou o maior número de casos notificados (489.636; 66,2%), seguida do Nordeste (97.591 casos; 11,5%), Centro-Oeste (85.340 casos; 12,4%), Sul (46.360 casos; 5,8%) e Norte (27.030 casos; 4,1%).

Os dados do ministério mostram também que, até o dia 18 de abril, foram confirmados 229 óbitos em razão da doença. O número representa um aumento de 45% nas mortes provocadas pela dengue no país em comparação ao mesmo período de 2014, quando foram confirmados 158 óbitos.

A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito Aedes aegypti, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação. Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução. Recipientes como caixas d'água, tanques e cisternas devem ser fechados. Potes, pratos, garrafas, pneus, entre outros objetos, também devem ser impedidos de acumular água, principalmente durante o período chuvoso.

O Ministério da Saúde orienta que um médico seja procurado logo após os primeiros sintomas da doença. Febre alta, dores de cabeça e no corpo, incômodo nos olhos ou alguma manifestação cutânea não devem ser automedicadas, pois podem mascarar os sintomas e dificultar o diagnóstico da dengue.

O QUE É DENGUE?

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida, no Brasil, através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 e 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência da dengue. Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

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