Saúde

Falta de oxigênio pode ter causado mortes em UTI de hospital estadual

Pelo menos duas crianças e uma idosa que estavam internadas no Macrorregional de Coroatá morreram no horário em que funcionários e familiares informam ter havido pane no fornecimento de oxigênio a pacientes, na madrugada do dia 18
26/04/2015

Pelo menos três mortes
ocorridas na UTI do Hospital Macrorregional de Coroatá nas primeiras horas de sábado, 18, podem ter sido causadas por falta de oxigênio. Segundo relatos de funcionários e familiares de pessoas falecidas, uma queda de energia interrompeu o fornecimento de oxigênio e a equipe do hospital não teria tido a capacidade de resolver o problema antes de os pacientes perderem a vida.
Os atestados de óbito de três pessoas que estavam internadas comprovam que elas morreram entre 6h e 6h20 de sábado. Segundo funcionários que pediram para não ser identificados, a queda de energia ocorreu às 4h e somente às 7h o sistema de oxigênio teria voltado a funcionar normalmente na UTI do Hospital Macrorregional de Coroatá, que conta com 12 leitos adultos e 13 neopediátricos.
Segundo relatos de funcionários, a usina de oxigênio que abastece a UTI do Macrorregional de Coroatá desliga quando há queda de energia elétrica, e quando isso ocorre automaticamente, é acionado o que os técnicos chamam de "backup" - são cilindros de reserva de oxigênio usados para atender pacientes que respiram através de aparelhos, até que o fornecimento normal seja restabelecido. Porém, naquele dia, esses cilindros estavam vazios e teria havido demora, tanto para enchê-los novamente quanto para reativar a usina de oxigênio. Os técnicos que poderiam resolver o problema não estavam no hospital e nem atenderam ao chamado. Em decorrência dessa falha operacional e de gestão, os pacientes teriam morrido.

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